Posso seguramente dizer que ouvi esta musica umas 20 vezes para tentar perceber o que estava a ser dito numa frase que aparece ai escrita de forma diferente. Esta foi só mais uma tentativa entre muitas outras. Depois, entre varias pesquizas por palavras e sites, para alem do que tentava descodificar, encontrei a resposta que ha tanto tempo procurava.
Mais uma vez, agradecido 'a Carol por me ter dado a conhecer esta banda fantastica com este album tao perfeito!
A musica é a ultima do album Brave Murder Day e chama-se:
Endtime
"Because, for some people, solitude and isolation can of itself become a problem. Not for me.
Now fall into a vacant sphere
Pierced by the darkness
They called it death
And surrounded me with sleep
They lost the Earth in fire
Waved it into a sea
This is not what you saw
The Earth in fire
Now fall into a vacant sphere
Pierced by the darkness
They called it death
And surrounded me with sleep"
"Inside the mythic Pains are played blood doubts are asked again beware the answer you cannot tame might take you too far away" "Say what you are come here to haunt you say what you will but I'll haunt you and protect you to"
domingo, julho 17
quinta-feira, julho 14
Viagem de comboio
"(...) Pouso o livro, fecho-o. Tinha vontade de o ler todo, principalmente de le-lo rapido para voltar a recomeçar um outro. Para ler tantos quantos existissem. Olho pelo vidro gorduroso do comboio. Sorrio ao ver o mar tao sereno, só lamento nao poder ouvi-lo e sentir os salpicos de cada rebentar das ondas ruidosas nas rochas. Apenas olho. Cada monte como um sobressalto rapido de correria a atrapalhar a visao serena do mar. O cheiro a tabaco provoca nauseas quando conjugado com alguma velocidade imprimida 'as coisas que a visao nao pode evitar tentar focar.
Quem me dera voar. Fecho os olhos. Fecho-me e mim. Liberto-me do meu corpo. Esqueço onde estou. Saio. Tento ver-me voar lá fora, ? velocidade que agora vou, onde cheiro o sal da agua, vejo os peixes la no fundo. Voo com as gaivotas no meu momento de liberdade. Posso mergulhar, mas nao já... Sei que todas aguias gaivotas e muitos outros me olharao como a um louco por voar tao rapido, tao perto da agua, tao esquecido do mundo que existe para alem disto, e depois mergulhar! (...) Todos estranham a minha atitude. Porque o fiz? Porque quis. Porque posso. Porque sou livre de tudo, incluindo de mim proprio, ara realiza-lo. Sou livre daquilo que nao sou capaz e do desleixo de ansiar pelo descanso tedioso dum sofá. E só assim posso voar. Só assim voo com o vento sem me importar.
"Chegamos 'a estaçao de..." uma voz anasalada e estridente acorda-me do transe em que me encontrava. Deixo muito para trás, mas nao por muito tempo. Embora agora isso pareça uma eternidade... é sempre muito tempo sem ver o horizonte. Estou fechado em mim há demasiado tempo. Nao preciso mais de alguem que me liberte, mas gostaria de encontrar alguem que se importasse (...)"
Um excerto duma carta de Fernando Vargas a alguém que nunca a irá ler. Acho que o excerto foi um pouco grande demais, mas já nao sabia mais que tirar!
O titulo é da minha autoria.
Quem me dera voar. Fecho os olhos. Fecho-me e mim. Liberto-me do meu corpo. Esqueço onde estou. Saio. Tento ver-me voar lá fora, ? velocidade que agora vou, onde cheiro o sal da agua, vejo os peixes la no fundo. Voo com as gaivotas no meu momento de liberdade. Posso mergulhar, mas nao já... Sei que todas aguias gaivotas e muitos outros me olharao como a um louco por voar tao rapido, tao perto da agua, tao esquecido do mundo que existe para alem disto, e depois mergulhar! (...) Todos estranham a minha atitude. Porque o fiz? Porque quis. Porque posso. Porque sou livre de tudo, incluindo de mim proprio, ara realiza-lo. Sou livre daquilo que nao sou capaz e do desleixo de ansiar pelo descanso tedioso dum sofá. E só assim posso voar. Só assim voo com o vento sem me importar.
"Chegamos 'a estaçao de..." uma voz anasalada e estridente acorda-me do transe em que me encontrava. Deixo muito para trás, mas nao por muito tempo. Embora agora isso pareça uma eternidade... é sempre muito tempo sem ver o horizonte. Estou fechado em mim há demasiado tempo. Nao preciso mais de alguem que me liberte, mas gostaria de encontrar alguem que se importasse (...)"
Um excerto duma carta de Fernando Vargas a alguém que nunca a irá ler. Acho que o excerto foi um pouco grande demais, mas já nao sabia mais que tirar!
O titulo é da minha autoria.
Rainbowman
Esta musica vai para o Black__Rainbow, o outro user deste blog.
"In the garden of the kings,
is everything so grey
Colors are all gone
But in shelter of the time, by the breeze of dawn
Comes a man, and today he will help my friends
Rainbowman, rainbowman who are you?
Rainbowman, rainbowman give me a clue
Rainbowman, rainbowman heal me too
Rainbowman...
And in the garden the time has flown away
And the silence has turned to be peacefull
Here is no color, here is no life
No everything is grey
In the garden of the kings,
in every beat of stone
Colors start to flow
So the garden starts to grow, life will breathe again
Now colors last forever, thanks to the rainbowman
Rainbowman, rainbowman who are you?
Rainbowman, rainbowman give me a clue
Rainbowman, rainbowman heal me too"
by Beseech
Este album foi-me oferecido pelo proprio Black__Rainbow, um bom CD duma banda que nem sequer conhecia. Tem ritmos estranhos e letras que dao para ler e reler varias vezes e encontrar sempre mais um pouco de significado.
Black__Rainbow, aquele que me safou de muita coisa, mesmo antes de me conhecer bem. Aquele que agora me conhece talvez melhor do que eu proprio e sem duvida melhor que qualquer outra pessoa. Um companheiro de guerra, irmao de armas, que de muitos apertos me livrou e que comigo passou algumas coisas inimaginaveis.
Grandes historias que temos para contar aos netos!
Black__Rainbow é alguem dificil de compreender, mas, uma vez que se conheça, é alguem espectacular! É o que tenho mais perto de um irmao mais velho... ou entao mais novo... nem sei bem! Um grande amigo que conheço já há muitos anos, e durante muitos mais cá estaremos!
"In the garden of the kings,
is everything so grey
Colors are all gone
But in shelter of the time, by the breeze of dawn
Comes a man, and today he will help my friends
Rainbowman, rainbowman who are you?
Rainbowman, rainbowman give me a clue
Rainbowman, rainbowman heal me too
Rainbowman...
And in the garden the time has flown away
And the silence has turned to be peacefull
Here is no color, here is no life
No everything is grey
In the garden of the kings,
in every beat of stone
Colors start to flow
So the garden starts to grow, life will breathe again
Now colors last forever, thanks to the rainbowman
Rainbowman, rainbowman who are you?
Rainbowman, rainbowman give me a clue
Rainbowman, rainbowman heal me too"
by Beseech
Este album foi-me oferecido pelo proprio Black__Rainbow, um bom CD duma banda que nem sequer conhecia. Tem ritmos estranhos e letras que dao para ler e reler varias vezes e encontrar sempre mais um pouco de significado.
Black__Rainbow, aquele que me safou de muita coisa, mesmo antes de me conhecer bem. Aquele que agora me conhece talvez melhor do que eu proprio e sem duvida melhor que qualquer outra pessoa. Um companheiro de guerra, irmao de armas, que de muitos apertos me livrou e que comigo passou algumas coisas inimaginaveis.
Grandes historias que temos para contar aos netos!
Black__Rainbow é alguem dificil de compreender, mas, uma vez que se conheça, é alguem espectacular! É o que tenho mais perto de um irmao mais velho... ou entao mais novo... nem sei bem! Um grande amigo que conheço já há muitos anos, e durante muitos mais cá estaremos!
quarta-feira, julho 13
Sensasionario, apetecionario...?
Hoje comecei um novo projecto sem um objectivo definido, dos que apenas se faz por fazer. Tenho um ficheiro de powerpoint no qual decidi colocar um fundo de um neuronio (o que faz algum sentido). Em todos os slides a primeira linha, o fundo, o tempo de exposiçao e a organizaçao sao o mesmo.
Na primeira linha diz "Porque hoje quero apenas poder".
Na segunda linha esta escrita uma palavra (ou duas) apenas, aquilo que quero.
Na terceira linha esta uma pequena frase que pode ou nao estar presente, que serve apenas para dar algum sentido 'a segunda linha.
Na quarta linha tem a data e hora a que foi escrito o que quer que tenha sido desejado.
E aqui posso apenas dizer que é uma forma de expressao livre, pois pode apetecer-me o que quiser. Nao tenho de o dizer a ninguem nem justifica-lo. Existe apenas como uma forma de expressao para mim mesmo.
Nao sei que nome lhe hei-de dar, mas como está "in" dar nomes 'as coisas... ironicamente talvez... o sensacionario ou apetecionario... sei la! Estou aberto a sugestoes de nomes, para quem as quiser dar...
Na primeira linha diz "Porque hoje quero apenas poder".
Na segunda linha esta escrita uma palavra (ou duas) apenas, aquilo que quero.
Na terceira linha esta uma pequena frase que pode ou nao estar presente, que serve apenas para dar algum sentido 'a segunda linha.
Na quarta linha tem a data e hora a que foi escrito o que quer que tenha sido desejado.
E aqui posso apenas dizer que é uma forma de expressao livre, pois pode apetecer-me o que quiser. Nao tenho de o dizer a ninguem nem justifica-lo. Existe apenas como uma forma de expressao para mim mesmo.
Nao sei que nome lhe hei-de dar, mas como está "in" dar nomes 'as coisas... ironicamente talvez... o sensacionario ou apetecionario... sei la! Estou aberto a sugestoes de nomes, para quem as quiser dar...
quinta-feira, julho 7
Viagem na palma da mao
Uma bela letra de Jorge Palma. Exige uma interpretaçao um pouco profunda, que penso poder variar bastante. Ainda assim, nao deixarei aqui a minha para que outras possam ser tomadas e, se assim o desejarem, aqui gravadas. Tambem elas, 'a força de palavras provavelmente de dificil discriçao dessa interpretaçao.
"Agarras-te 'a hora
Em que o tempo nao passou
Mergulhas nas cores
Que a loucura te emprestou
E quando te ves para lá do espelho
Encontras a solidao
Descobres o Mundo
De quem tem pouco a perder
E sobes 'as estrelas
Que ontem nao podias ver
E perdes o medo de estar só
No meio do multidao
Tradiçoes
Atrás de contradiçoes
Fizeram-te abrir os olhos
Podes dizer:
Eu... sou"
"Agarras-te 'a hora
Em que o tempo nao passou
Mergulhas nas cores
Que a loucura te emprestou
E quando te ves para lá do espelho
Encontras a solidao
Descobres o Mundo
De quem tem pouco a perder
E sobes 'as estrelas
Que ontem nao podias ver
E perdes o medo de estar só
No meio do multidao
Tradiçoes
Atrás de contradiçoes
Fizeram-te abrir os olhos
Podes dizer:
Eu... sou"
quarta-feira, julho 6
Vulture Culture
Este vai para todos aqueles abutres que andam por ai!
Porque afinal ha a criminalidade, droga, doenças, crises economicas, mortes, fome, abandono e caça de animais, filosofias, poluiçao, ganancia, pureza... tantos males e tanta preocupaçao com poucos resultados.
E esses abutres a espalhar toda essa podridao entre nos e dentro de nos, fazendo-nos acreditar que é legitimo e normal! E acham que estarem muito ocupados com trabalho, a droga, a prostituiçao, a educaçao, a televisao, a musica... sao uma bela desculpa, nao sao? Pois sim, tretas! As pessoas nascem boas, fazem mal, foram eles quem nao as moldou! Se a musica os moldou mal, é porque nada mais tinham! Belas desculpas tem e faz a sociedade que fazem!
Death to them all!
"Would you pay by surprise?
Feasting on the dead's cultures?
And Christ what should I say more?
But honestly, I love that
Yes, everyone has a price
why is everyone so suprised ?
and there is always a claw
at the end of each hand
they strecht down to help you
(they) strecht down to hurt you
look at me and see your child
learn from your little girl
as she suicides once more
and then you have failed to be there
too involved in tuning the world's daily lecture
on the vulture culture
(God has surprise
I really had - had to watch to improvise
But when I'm offered of dead cultures
I can't see anymore
I have to lie)
Everything has its price
is everyone satisfied ?
Let me show you my sex
at the palm of each hand
it goes back and protects you
it ends up fucking you
just tune me once more
and just try me once more
just turn me on
just tune me once more
just try me once more
just drive me once more
just turn me on
just tune me once more
sell me out, sell me out, sell me out, sell me...
Yes, everyone has a price
Yes, everything is a prize
Let me show you my suprise,
let me show you my suprise
does it turn you on to keep on tuning on this vulture culture ?
Vulture Culture - are you satisfied ?
Let me show you my suprise..."
musica de Moonspell, letra do incomparavel Fernando Ribeiro (claro!)
Porque afinal ha a criminalidade, droga, doenças, crises economicas, mortes, fome, abandono e caça de animais, filosofias, poluiçao, ganancia, pureza... tantos males e tanta preocupaçao com poucos resultados.
E esses abutres a espalhar toda essa podridao entre nos e dentro de nos, fazendo-nos acreditar que é legitimo e normal! E acham que estarem muito ocupados com trabalho, a droga, a prostituiçao, a educaçao, a televisao, a musica... sao uma bela desculpa, nao sao? Pois sim, tretas! As pessoas nascem boas, fazem mal, foram eles quem nao as moldou! Se a musica os moldou mal, é porque nada mais tinham! Belas desculpas tem e faz a sociedade que fazem!
Death to them all!
"Would you pay by surprise?
Feasting on the dead's cultures?
And Christ what should I say more?
But honestly, I love that
Yes, everyone has a price
why is everyone so suprised ?
and there is always a claw
at the end of each hand
they strecht down to help you
(they) strecht down to hurt you
look at me and see your child
learn from your little girl
as she suicides once more
and then you have failed to be there
too involved in tuning the world's daily lecture
on the vulture culture
(God has surprise
I really had - had to watch to improvise
But when I'm offered of dead cultures
I can't see anymore
I have to lie)
Everything has its price
is everyone satisfied ?
Let me show you my sex
at the palm of each hand
it goes back and protects you
it ends up fucking you
just tune me once more
and just try me once more
just turn me on
just tune me once more
just try me once more
just drive me once more
just turn me on
just tune me once more
sell me out, sell me out, sell me out, sell me...
Yes, everyone has a price
Yes, everything is a prize
Let me show you my suprise,
let me show you my suprise
does it turn you on to keep on tuning on this vulture culture ?
Vulture Culture - are you satisfied ?
Let me show you my suprise..."
musica de Moonspell, letra do incomparavel Fernando Ribeiro (claro!)
terça-feira, julho 5
Apenas uma curiosidade que desconhecia, mas que gostei, dai posta-la, acreditando que mais poderao nao saber.
Num filme (Sin City, ja referenciado no post anterior) reparei uma mulher foi chamada Valquíria. Ora eu nao sabia o que isso significava, dai fui a http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx , um dicionario online (it becomes very handy) e la dizia sobre Valquíria:
"cada uma das tres deusas de categoria inferior, na mitologia escandinava, mensageiras de Ódin e que, pela sua formosura, incitavam os heróis na guerra, serviam hidromel aos que morriam em combate e recolhiam-nos."
Num filme (Sin City, ja referenciado no post anterior) reparei uma mulher foi chamada Valquíria. Ora eu nao sabia o que isso significava, dai fui a http://www.priberam.pt/dlpo/dlpo.aspx , um dicionario online (it becomes very handy) e la dizia sobre Valquíria:
"cada uma das tres deusas de categoria inferior, na mitologia escandinava, mensageiras de Ódin e que, pela sua formosura, incitavam os heróis na guerra, serviam hidromel aos que morriam em combate e recolhiam-nos."
Sin city
Este post vai a proposito de um filme que hoje vi no cinema, do qual ainda há pouco sai. Obviamente, o filme que vi foi o Sin City. Nao sendo eu um grande entendedor de cinema, posso dizer que o filme surpreendeu bastante.
Se o filme era bom e surpreendeu, penso que foi pela positiva, mas o que surpreendeu foi o seu estilo de imagem. Ainda assim, posso dizer que a imagem era a preto e branco e que é uma optima tentativa de imitaçao dos desenhos de BD (no qual o filme é baseado), mas com imagens reais, n desenhadas. A meu ver, um sucesso de realizaçao e uma mais valia do filme que se torna mais precioso do que simplesmente "para o estilo".
Ainda em semelhança com a BD antiga policial temos os textos em que o narrador é a personagem principal e a forma como dialoga consigo mesmo ou narra pensamentos.
O argumento, ou talvez mais pela sua forma de organizao, lembra bastante um outro optimo filme, Pulp Fiction, o que foi considerado, em sua época, dos mais violentos. Sin City nao é excepçao, sendo um filme extremamente violento e conseguindo, apesar disso, nao repugnar o espectador. Talvez pela dosificaçao ou pela aplicaçao, mas prinicipalmente devido ao tipo de imagem, é possivel ver o filme com tantas cenas de dor, morte e sangue, sem ficar nauseado!
Ainda em semelhança com Pulp Fiction e Magnolia, o seu argumento é dividido em historias com personagens centrais. As historias de todos eles se cruzam e se influenciam, por vezes, imperceptivelmente, noutras, fundamentalmente.
O argumento deste filme baseia-se em histórias passadas numa cidade antiga, a cidade do pecado. Neste local bizarro, a policia é corrupta, a lei é imposta pelos acordos silenciosos e mantida ? lamina ou ao tiro. Uma cidade na qual a justiça é (quase) apenas popular e é considerada sempre crime, na qual todos sao criminosos, na qual a prostituiçao é vulgar e abundante e as personagens bizarras sao constantes.
Um grande filme de acçao e policial, com argumento de Frank Miller, que conta com a excelente participaçao de Bruce Willis, Mickey Rourke (Once upon a time in Mexico), Jessica Alba (Fantastic 4), Clive Owen (Bourne identity) e Elijah Wood (Lord of the rings) no elenco.
Mais info deste e outros filmes em www.imdb.com .
Se o filme era bom e surpreendeu, penso que foi pela positiva, mas o que surpreendeu foi o seu estilo de imagem. Ainda assim, posso dizer que a imagem era a preto e branco e que é uma optima tentativa de imitaçao dos desenhos de BD (no qual o filme é baseado), mas com imagens reais, n desenhadas. A meu ver, um sucesso de realizaçao e uma mais valia do filme que se torna mais precioso do que simplesmente "para o estilo".
Ainda em semelhança com a BD antiga policial temos os textos em que o narrador é a personagem principal e a forma como dialoga consigo mesmo ou narra pensamentos.
O argumento, ou talvez mais pela sua forma de organizao, lembra bastante um outro optimo filme, Pulp Fiction, o que foi considerado, em sua época, dos mais violentos. Sin City nao é excepçao, sendo um filme extremamente violento e conseguindo, apesar disso, nao repugnar o espectador. Talvez pela dosificaçao ou pela aplicaçao, mas prinicipalmente devido ao tipo de imagem, é possivel ver o filme com tantas cenas de dor, morte e sangue, sem ficar nauseado!
Ainda em semelhança com Pulp Fiction e Magnolia, o seu argumento é dividido em historias com personagens centrais. As historias de todos eles se cruzam e se influenciam, por vezes, imperceptivelmente, noutras, fundamentalmente.
O argumento deste filme baseia-se em histórias passadas numa cidade antiga, a cidade do pecado. Neste local bizarro, a policia é corrupta, a lei é imposta pelos acordos silenciosos e mantida ? lamina ou ao tiro. Uma cidade na qual a justiça é (quase) apenas popular e é considerada sempre crime, na qual todos sao criminosos, na qual a prostituiçao é vulgar e abundante e as personagens bizarras sao constantes.
Um grande filme de acçao e policial, com argumento de Frank Miller, que conta com a excelente participaçao de Bruce Willis, Mickey Rourke (Once upon a time in Mexico), Jessica Alba (Fantastic 4), Clive Owen (Bourne identity) e Elijah Wood (Lord of the rings) no elenco.
Mais info deste e outros filmes em www.imdb.com .
sábado, julho 2
Dead boy's poem
"Born from silence, silence full of it
A perfect concert my best friend
So much to live for, so much to die for
If only my heart had a home
Sing what you can`t say
Forget what you can`t play
Hasten to drown into beautiful eyes
Walk within my poetry, this dying music
- My loveletter to nobody
Never sigh for better world
It`s already composed, played and told
Every thought the music I write
Everything a wish for the night
Wrote for the eclipse, wrote for the virgin
Died for the beauty the one in the garden
Created a kingdom, reached for the wisdom
Failed in becoming a god
Never sigh...
«If you read this line, remember not the hand that wrote it
Remember only the verse, songmaker`s cry, the one without tears
For I`ve given this its strength and it has become my only strength.
Comforting home, mother`s lap, chance for immortality
Where being wanted became a thrill I never knew
The sweet piano writing down my life»
«Teach me passion for I fear it`s gone
Show me love, hold the lorn
So much more I wanted to give to the ones who love me
I`m sorry
Time will tell (this bitter farewell)
I live no more to shame nor me nor you
And you... I wish I didn`t feel for you anymore...»
A lonely soul... An ocean soul..."
by Nightwish
Um elogio a esta fantastica banda que irá estar presente no primeiro dia do festival de Vilar de Mouros, no qual, se tudo correr como previsto, estarei presente durante todo o festival.
Esta musica ouço já há muitos anos e hoje, sem muito para fazer na net, decidi procurar de novo a letra. Apenas fazem senti acompanhadas uma da outra. As partes escritas noutro tipo de letra sao falas de alguem que aparenta ser um jovem rapaz, foi apenas uma forma de as diferenciar. Ainda assim, penso que nao sao suficientes para se interpretar a letra da mesma forma, dispensando a musica.
Algo para ler devagar e talvez reler algumas vezes para uma completa interpretaçao (como com toda a poesia), para quem estiver interessado.
A perfect concert my best friend
So much to live for, so much to die for
If only my heart had a home
Sing what you can`t say
Forget what you can`t play
Hasten to drown into beautiful eyes
Walk within my poetry, this dying music
- My loveletter to nobody
Never sigh for better world
It`s already composed, played and told
Every thought the music I write
Everything a wish for the night
Wrote for the eclipse, wrote for the virgin
Died for the beauty the one in the garden
Created a kingdom, reached for the wisdom
Failed in becoming a god
Never sigh...
«If you read this line, remember not the hand that wrote it
Remember only the verse, songmaker`s cry, the one without tears
For I`ve given this its strength and it has become my only strength.
Comforting home, mother`s lap, chance for immortality
Where being wanted became a thrill I never knew
The sweet piano writing down my life»
«Teach me passion for I fear it`s gone
Show me love, hold the lorn
So much more I wanted to give to the ones who love me
I`m sorry
Time will tell (this bitter farewell)
I live no more to shame nor me nor you
And you... I wish I didn`t feel for you anymore...»
A lonely soul... An ocean soul..."
by Nightwish
Um elogio a esta fantastica banda que irá estar presente no primeiro dia do festival de Vilar de Mouros, no qual, se tudo correr como previsto, estarei presente durante todo o festival.
Esta musica ouço já há muitos anos e hoje, sem muito para fazer na net, decidi procurar de novo a letra. Apenas fazem senti acompanhadas uma da outra. As partes escritas noutro tipo de letra sao falas de alguem que aparenta ser um jovem rapaz, foi apenas uma forma de as diferenciar. Ainda assim, penso que nao sao suficientes para se interpretar a letra da mesma forma, dispensando a musica.
Algo para ler devagar e talvez reler algumas vezes para uma completa interpretaçao (como com toda a poesia), para quem estiver interessado.
quinta-feira, junho 30
Tanto como apenas o nada
"O que oferecer a alguém que já tem tudo muito melhor do que sou capaz de lhe conseguir dar?
Bem... e se esse alguem já for mais especial do que aquilo que eu lhe poderei dar que considere especial?
E se essa pessoa tiver uma aura maior do que a minha? Maior do que a sua? E se essa pessoa for maior do que a vida?
Talvez daquelas pessoas por quem o nosso coraçao bate mas a nossa consciencia, adquirida por entre processos de socializaçao estranha e perturbadora que nos acompanha no crescimento e nos molda, nao nos deixa fazer nada concordante.
E se for alguém ? qual nao consigo negar nada e consigo pedir tudo? Se for alguem com quem seja demasiado facil de se falar?
Se for alguem cujo brilho é mais luminoso que o palido e mais escuro que o breu? E se for alguem que nao conheço assim tao bem? Se for um misterio? Se nao souber o que faz nem onde passa as noites? Se apenas conhecer um pouco da sua dura e induvidavel filosofia de vida? Aquela filosofia que parece tao complicada, mas tao facil de aceitar?
E se essa pessoa tiver as respostas para tudo? Qualquer duvida que tenha, se conseguir ter uma resposta logica e correcta? Se qualquer problema, afinal tiver soluçao obvia?
E se o raciocionio for melhor do que o meu e as minhas intençoes e os meus sentimentos, por muito puros que possam ser, foram ja descobertos? Entao e se tudo o que fizer estiver já justificado para si por me ter percebido para alem de mim proprio?
E se for uma daquelas pessoas que so eu admiro e orgulhosamente sigo na rua quando todos se voltam para nao a ver? Todos olham com olhares de desprezo, superioridade... para mim, eles sao aquilo que veem em nos. Eles sao os infelizes, os incapazes de ver com o coraçao aquilo que os olhos nao lhes mostram.
Em dias frios e ventosos como laminas que descrevem a face - com cabelos ao vento. Em dias de chuva fresca e pesada sempre surpreendente na cara, em redor dos olhos - com casacos compridos. Em dias de nevoeiro baço que nos toca como leves dedos de fumo - de olhos fechados em passos de uma certeza cicatrizada de antigas dores saradas. Em dias quentes que parecem nao ter fim, quando actividade parece um cirme e as paredes e chaos de antigas casas sao um refugio fresco para a alma - com roupas leves e largas, mas nem por isso um pouco menos negras.
Em solidao, de phones, impedindo ligar-se ao mundo e desligar-se do nosso. Em companhia, em ruas, em casa, em cafes, em bares... em silencio ou discutindo filosofias mortas e esquecidas.
Em autocarros, escondidos no fundo. Em ruas, escondidos nas sombras da noite. Um entrelaçar de dedos escondidos do mundo, com medo que o mundo destrua alto tao pequeno e fragil. Apavorados que alguem o descubra. Afugentados pelo pavor 'a solidao duma multidao.
Se a ti apenas nada tiver para entregar?
E se tiver o imenso nada para ti?
E se ao chegares a casa, na tua cama coberta com veludo negro, 'a luz das duas velas 'a cabeceira, tiveres essa rosa? Será que me deves um beijo?
Talez nao, pois tudo isso era já teu. Desde o frio morto do vacuo no universo desconhecido até ao calor no nucleo da terra... nada te posso dar que ja nao conhecesses e tivesses tido.
Ainda assim, te sentes lisonjeada pelo facto de tanto como apenas o nada te querer dar..."
Este post deveria ser acompanhado de uma fotografia, mas nao consegui dar entrada dela. Logo que resolva este pequeno problema de softeare, estará aqui. Um texto e imagem (ainda por vir) da autoria de Fernando Vargas, postado (quase) com o seu consentimento.
Bem... e se esse alguem já for mais especial do que aquilo que eu lhe poderei dar que considere especial?
E se essa pessoa tiver uma aura maior do que a minha? Maior do que a sua? E se essa pessoa for maior do que a vida?
Talvez daquelas pessoas por quem o nosso coraçao bate mas a nossa consciencia, adquirida por entre processos de socializaçao estranha e perturbadora que nos acompanha no crescimento e nos molda, nao nos deixa fazer nada concordante.
E se for alguém ? qual nao consigo negar nada e consigo pedir tudo? Se for alguem com quem seja demasiado facil de se falar?
Se for alguem cujo brilho é mais luminoso que o palido e mais escuro que o breu? E se for alguem que nao conheço assim tao bem? Se for um misterio? Se nao souber o que faz nem onde passa as noites? Se apenas conhecer um pouco da sua dura e induvidavel filosofia de vida? Aquela filosofia que parece tao complicada, mas tao facil de aceitar?
E se essa pessoa tiver as respostas para tudo? Qualquer duvida que tenha, se conseguir ter uma resposta logica e correcta? Se qualquer problema, afinal tiver soluçao obvia?
E se o raciocionio for melhor do que o meu e as minhas intençoes e os meus sentimentos, por muito puros que possam ser, foram ja descobertos? Entao e se tudo o que fizer estiver já justificado para si por me ter percebido para alem de mim proprio?
E se for uma daquelas pessoas que so eu admiro e orgulhosamente sigo na rua quando todos se voltam para nao a ver? Todos olham com olhares de desprezo, superioridade... para mim, eles sao aquilo que veem em nos. Eles sao os infelizes, os incapazes de ver com o coraçao aquilo que os olhos nao lhes mostram.
Em dias frios e ventosos como laminas que descrevem a face - com cabelos ao vento. Em dias de chuva fresca e pesada sempre surpreendente na cara, em redor dos olhos - com casacos compridos. Em dias de nevoeiro baço que nos toca como leves dedos de fumo - de olhos fechados em passos de uma certeza cicatrizada de antigas dores saradas. Em dias quentes que parecem nao ter fim, quando actividade parece um cirme e as paredes e chaos de antigas casas sao um refugio fresco para a alma - com roupas leves e largas, mas nem por isso um pouco menos negras.
Em solidao, de phones, impedindo ligar-se ao mundo e desligar-se do nosso. Em companhia, em ruas, em casa, em cafes, em bares... em silencio ou discutindo filosofias mortas e esquecidas.
Em autocarros, escondidos no fundo. Em ruas, escondidos nas sombras da noite. Um entrelaçar de dedos escondidos do mundo, com medo que o mundo destrua alto tao pequeno e fragil. Apavorados que alguem o descubra. Afugentados pelo pavor 'a solidao duma multidao.
Se a ti apenas nada tiver para entregar?
E se tiver o imenso nada para ti?
E se ao chegares a casa, na tua cama coberta com veludo negro, 'a luz das duas velas 'a cabeceira, tiveres essa rosa? Será que me deves um beijo?
Talez nao, pois tudo isso era já teu. Desde o frio morto do vacuo no universo desconhecido até ao calor no nucleo da terra... nada te posso dar que ja nao conhecesses e tivesses tido.
Ainda assim, te sentes lisonjeada pelo facto de tanto como apenas o nada te querer dar..."
Este post deveria ser acompanhado de uma fotografia, mas nao consegui dar entrada dela. Logo que resolva este pequeno problema de softeare, estará aqui. Um texto e imagem (ainda por vir) da autoria de Fernando Vargas, postado (quase) com o seu consentimento.
segunda-feira, junho 27
Stroke of luck
"Hanging by threads of palest silver
I could have stayed that way forever
Bad blood and ghosts wrapped tight around me
Nothing could ever seem to touch me
I lose what I love most
Did you know I was lost until you found me?
Stroke of luck or gift from God?
Hand of fate or devil's claws?
From below or saints above?
You come to me
Here comes the cold again
I feel it closing in
It's falling down
And all around me, falling
You say that you'll be there to catch me
Or will you only try to trap me?
These are the rules I make
Our chains were meant to break, you'll never change me
Here comes the cold again
I feel it closing in
You're falling down
And all around me, falling
Stroke of luck or gift from God?
Hand of fate or devil's claws?
From below or saints above?
You come to me now
Don't ask me why
Don't even try
Stroke of luck or gift from God?
Hand of fate or devil's claws?
From below or saints above?
You come to me
Here comes the cold again
I feel it closing in
It's falling down
And all around me, falling
Falling..."
by Garbage
Mais uma musica na qual estou altamente viciado. Apenas a descobri na noite de ontem. Sei que, para muitos, esta musica nao tera nada de espeial, mas, para mim, tem um grande significado.
Na musica, e em grande parte na letra e na voz, se sente uma alma, a de quem a escreveu. Talvez uma das caracteristicas das musicas mais calmas desta banda que, embroa admire, nao tenho suficiente informaçao para poder dizer se é ou nao.
Aina devo referenciar o facto de ter adorado a foma como a voz funcionou no refrao da musica, tal como um instrumento!
Pensei em adicionar uma imagem a este post, mas nao tive nenhuma ideia sobre que tipo de imagem poderia ser... tambem nao pensei que fosse facil encontrar uma que ficasse bem, por isso, ficou mesmo assim...
I could have stayed that way forever
Bad blood and ghosts wrapped tight around me
Nothing could ever seem to touch me
I lose what I love most
Did you know I was lost until you found me?
Stroke of luck or gift from God?
Hand of fate or devil's claws?
From below or saints above?
You come to me
Here comes the cold again
I feel it closing in
It's falling down
And all around me, falling
You say that you'll be there to catch me
Or will you only try to trap me?
These are the rules I make
Our chains were meant to break, you'll never change me
Here comes the cold again
I feel it closing in
You're falling down
And all around me, falling
Stroke of luck or gift from God?
Hand of fate or devil's claws?
From below or saints above?
You come to me now
Don't ask me why
Don't even try
Stroke of luck or gift from God?
Hand of fate or devil's claws?
From below or saints above?
You come to me
Here comes the cold again
I feel it closing in
It's falling down
And all around me, falling
Falling..."
by Garbage
Mais uma musica na qual estou altamente viciado. Apenas a descobri na noite de ontem. Sei que, para muitos, esta musica nao tera nada de espeial, mas, para mim, tem um grande significado.
Na musica, e em grande parte na letra e na voz, se sente uma alma, a de quem a escreveu. Talvez uma das caracteristicas das musicas mais calmas desta banda que, embroa admire, nao tenho suficiente informaçao para poder dizer se é ou nao.
Aina devo referenciar o facto de ter adorado a foma como a voz funcionou no refrao da musica, tal como um instrumento!
Pensei em adicionar uma imagem a este post, mas nao tive nenhuma ideia sobre que tipo de imagem poderia ser... tambem nao pensei que fosse facil encontrar uma que ficasse bem, por isso, ficou mesmo assim...
quarta-feira, junho 22
Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.
Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmoes. A sua cama estava junto da unica janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e familias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as ferias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver 'a espera desses periodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na agua enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhas. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-iris. Arvores velhas e enormes cariciavam a paisagem, e uma tenue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinario pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem nao conseguisse ouvir a banda, ele conseguia ve-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retractava atraves de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma manha, a enfermeira chegou ao quarto trazendo agua para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionarios do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo la fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo! O homem perguntou 'a enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tao maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".
Moral da Historia: Ha uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos proprios problemas.

Este texto foi-me enviado por e-mail por uma colega minha.
Há ainda quem faça disto que se descreve a sua forma de vida, mas apenas alguns conseguem faze-lo. Muitos deles, como forma de vida, como profissionais, muitos outros, apenas no dia-a-dia.
De qualquer forma, é e sempre sera, para estes profissionais que se dedicam a esta causa por estas razoes, um privilegio faze-lo.
Um deles, podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmoes. A sua cama estava junto da unica janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres e familias, das suas casas, dos seus empregos, onde tinham passado as ferias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto, todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver 'a espera desses periodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na agua enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhas. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-iris. Arvores velhas e enormes cariciavam a paisagem, e uma tenue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinario pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem nao conseguisse ouvir a banda, ele conseguia ve-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retractava atraves de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma manha, a enfermeira chegou ao quarto trazendo agua para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionarios do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo la fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo! O homem perguntou 'a enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto, lhe tivesse descrito coisas tao maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "Talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".
Moral da Historia: Ha uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos proprios problemas.

Este texto foi-me enviado por e-mail por uma colega minha.
Há ainda quem faça disto que se descreve a sua forma de vida, mas apenas alguns conseguem faze-lo. Muitos deles, como forma de vida, como profissionais, muitos outros, apenas no dia-a-dia.
De qualquer forma, é e sempre sera, para estes profissionais que se dedicam a esta causa por estas razoes, um privilegio faze-lo.
Lua Cheia
Para informaçao de muitos, para recordar a muitos outros. Este post vem em forma de divulgaçao do facto de que esta noite (22 de Junho de 2005) a Lua estará mais proxima da terra do que este nalgum destes ultimos 18 anos (salvo erro). Sendo assim, terá de ser uma Lua Cheia especial, mesmo tendo em conta que o seu auge terá sido ontem por volta das 4.00.

Ainda assim, na esperança de que todos os Licantropistas e adoradores lunares se juntem em congregaçao, a adora-la, vos divulgo e vos apelo 'a Sua adoraçao esta noite.
"Somos memorias de Lobos
que rasgam a pele,
Lobos que foram homens
(...)
They awake for flesh,
chose pain as path,
refuse the light to blind you and me
FullMoon Madness
We raise again to procriate,
to seal our fate
(..)
And under the same heaven
We voted to emptiness
We still celebrate under the
FullMoon Madness"

Ainda assim, na esperança de que todos os Licantropistas e adoradores lunares se juntem em congregaçao, a adora-la, vos divulgo e vos apelo 'a Sua adoraçao esta noite.
"Somos memorias de Lobos
que rasgam a pele,
Lobos que foram homens
(...)
They awake for flesh,
chose pain as path,
refuse the light to blind you and me
FullMoon Madness
We raise again to procriate,
to seal our fate
(..)
And under the same heaven
We voted to emptiness
We still celebrate under the
FullMoon Madness"
quinta-feira, junho 16
Darkness and Hope
"So this is the exemplar deathstyle
you told me about;
you want my seed in
is this the treason
I bare the fame from?
my fatal freedom;
the omniswansong
I carry the news of Darkness and hope
So this is
the underworld
you have in your heart;
you hide in your room
I´m so sorry to say
it only makes me laugh
I carry the news of Darkness and hope
So here I have-your act of love
within the poison-of your every word
each night you stay in-each night I will have to run
knowing from darkness and hope
there is no return.
I carry the news of darkness and hope."
by Moonspell

Este post vai dedicado ao lado negro. Nao tanto o lado negro como algo fisico, estilo star wars, mas algo que se trata como fisico uma vez que tratar uma forma de estar e sentir sem o tornar fisico torna-se, por vezes, dificil.
Para quem me conhece há já algum tempo, pode ser levado a pensar que o meu lado negro se está a extinguir, assim como muitas das minhas ideologias... muitas das quais poucos conhecem. Mas isso nao é, de forma alguma, verdade. O que é verdade é que já nao as defendo tal fogosamente nem aparento ser tao negro quanto poderia parecer. Mas o nosso lado negro nunca morre, nunca se apaga e nunca se ilumina demasiado. Apenas se limitou a quem por ele se interessa.
A verdade é que eu aprendi a gostar do negro e a vive-lo de forma que a maioria das pessoas nao faz. Sendo assim, vivo e cultivo o meu. Se por vezes pareço alegre, feliz com o que vejo, com o que me rodeia no mundo real de todos os humanos, nao acredito que isso me torne mais ou menos negro! Por vezes, gente com muita "cor", da-me muita luz, e eu nao deixo de ter um lado negro apenas para mim!
É verdade que este blog foi criado para a parte mais negra de mim, pois era algo de muito diferente do que é agora, mas isso ja é uma outra historia. Assim me justifico, se aparentar demasiado no mundo real e feliz com ele, ao que muitos podem achar estranho... mas sao so os meus termos. Afinal, tal como disse Fernando Ribeiro quando inquirido se escolhia a luz ou a escuridao, "Ambas, porque me deixam viver quando quero e morrer quando assim o desejo".
Alguem que há tao pouco tempo me conhece, que tao pouco sabe do que vivo, mas sempre me faz sorrir, me atirou com leves palavras estranhas... dizendo que nao me achava tao negro quanto aparentava! Inicalmente sem saber que responder, depois percebi... escolho o lusco-fusco, nao o negro. A distinçao entre o kitsch e o subtil reside nessa escolha e no equilibrio dela!
Falta ainda dizer que a escolha desta musica foi devia ao facto de na escuridao ainda haver esperança ou "luz", ser uma das primeiras que ouvi com gosto, deste primeiro album que tive de Moonspell e foi também uma das primeiras que me deu umas horas a ler e (tentar) interpretar, com um certo e crescente gozo em faze-lo.
Posso dizer que sou e nao quero deixar de ser um espirito «negro» entre tantos outros.
you told me about;
you want my seed in
is this the treason
I bare the fame from?
my fatal freedom;
the omniswansong
I carry the news of Darkness and hope
So this is
the underworld
you have in your heart;
you hide in your room
I´m so sorry to say
it only makes me laugh
I carry the news of Darkness and hope
So here I have-your act of love
within the poison-of your every word
each night you stay in-each night I will have to run
knowing from darkness and hope
there is no return.
I carry the news of darkness and hope."
by Moonspell

Este post vai dedicado ao lado negro. Nao tanto o lado negro como algo fisico, estilo star wars, mas algo que se trata como fisico uma vez que tratar uma forma de estar e sentir sem o tornar fisico torna-se, por vezes, dificil.
Para quem me conhece há já algum tempo, pode ser levado a pensar que o meu lado negro se está a extinguir, assim como muitas das minhas ideologias... muitas das quais poucos conhecem. Mas isso nao é, de forma alguma, verdade. O que é verdade é que já nao as defendo tal fogosamente nem aparento ser tao negro quanto poderia parecer. Mas o nosso lado negro nunca morre, nunca se apaga e nunca se ilumina demasiado. Apenas se limitou a quem por ele se interessa.
A verdade é que eu aprendi a gostar do negro e a vive-lo de forma que a maioria das pessoas nao faz. Sendo assim, vivo e cultivo o meu. Se por vezes pareço alegre, feliz com o que vejo, com o que me rodeia no mundo real de todos os humanos, nao acredito que isso me torne mais ou menos negro! Por vezes, gente com muita "cor", da-me muita luz, e eu nao deixo de ter um lado negro apenas para mim!
É verdade que este blog foi criado para a parte mais negra de mim, pois era algo de muito diferente do que é agora, mas isso ja é uma outra historia. Assim me justifico, se aparentar demasiado no mundo real e feliz com ele, ao que muitos podem achar estranho... mas sao so os meus termos. Afinal, tal como disse Fernando Ribeiro quando inquirido se escolhia a luz ou a escuridao, "Ambas, porque me deixam viver quando quero e morrer quando assim o desejo".
Alguem que há tao pouco tempo me conhece, que tao pouco sabe do que vivo, mas sempre me faz sorrir, me atirou com leves palavras estranhas... dizendo que nao me achava tao negro quanto aparentava! Inicalmente sem saber que responder, depois percebi... escolho o lusco-fusco, nao o negro. A distinçao entre o kitsch e o subtil reside nessa escolha e no equilibrio dela!
Falta ainda dizer que a escolha desta musica foi devia ao facto de na escuridao ainda haver esperança ou "luz", ser uma das primeiras que ouvi com gosto, deste primeiro album que tive de Moonspell e foi também uma das primeiras que me deu umas horas a ler e (tentar) interpretar, com um certo e crescente gozo em faze-lo.
Posso dizer que sou e nao quero deixar de ser um espirito «negro» entre tantos outros.
sexta-feira, junho 10
Karmakosmik
"Waiting is been
Waiting for a word
I Never heard
A word that lie in
between the lines
Of a poem that died
Seconds before it materialized
Like a foreign sound from
An unknown town
-it makes the earth go 'round and
around
A chair in her room was a tower
From where she was watching
She peeled through the window
And spinned
Opened the door, said;
Come inside
Do you see what you like
Do you like what you see
Do you see what you like
Do you like what you see
Come walk with me for a while
My child
There's a word I have heard
And it's deeply absurd
-The rhythm among you and the
rhythm within, have traveled 'long
the same road while you've
wondered where you've been.
The seed of an old star
Is the beat of a new
The stones you choose to turn
Holds the one's the karma about you earn
And if boredom is joy, you're a
Stranger - a toy in
the hands of the few
Of the one's you once knew
If it's all just a game-
Every day remains the same"
by Karmakosmik

Uma musica esquecida entre muitos outros mp3, encontrei-a por acaso, enquanto procurava outra musica. Ao recordar o divinal ritmo de guitarra no inicio nao pude deixar de a ouvir. Toda a musica e letra se revelou, se nao no nivel da sua introduçao, muito proximo. Fico entao tremendamente agradecido 'a Carolina por me ter dado a conhecer esta musica (há já tanto tempo) e divulgo-a aqui.
Uma musica que faz extremo sentido, ainda para mais um sentido poetico. Porque tambem eu procuro permanentemente algumas dessas palavras, a tal da 1? estrofe... mas sao tao raramente reveladas.
Waiting for a word
I Never heard
A word that lie in
between the lines
Of a poem that died
Seconds before it materialized
Like a foreign sound from
An unknown town
-it makes the earth go 'round and
around
A chair in her room was a tower
From where she was watching
She peeled through the window
And spinned
Opened the door, said;
Come inside
Do you see what you like
Do you like what you see
Do you see what you like
Do you like what you see
Come walk with me for a while
My child
There's a word I have heard
And it's deeply absurd
-The rhythm among you and the
rhythm within, have traveled 'long
the same road while you've
wondered where you've been.
The seed of an old star
Is the beat of a new
The stones you choose to turn
Holds the one's the karma about you earn
And if boredom is joy, you're a
Stranger - a toy in
the hands of the few
Of the one's you once knew
If it's all just a game-
Every day remains the same"
by Karmakosmik

Uma musica esquecida entre muitos outros mp3, encontrei-a por acaso, enquanto procurava outra musica. Ao recordar o divinal ritmo de guitarra no inicio nao pude deixar de a ouvir. Toda a musica e letra se revelou, se nao no nivel da sua introduçao, muito proximo. Fico entao tremendamente agradecido 'a Carolina por me ter dado a conhecer esta musica (há já tanto tempo) e divulgo-a aqui.
Uma musica que faz extremo sentido, ainda para mais um sentido poetico. Porque tambem eu procuro permanentemente algumas dessas palavras, a tal da 1? estrofe... mas sao tao raramente reveladas.
quinta-feira, junho 9
Sei que o blog tem andado um bocado abandonado, por isso, hoje saio-me aqui com uma daquelas desculpas esfarrapadas para um post, em forma de pergunta (sim, mais uma vez). Desta vez a pergunta surgiu-me por pequenas preocupaçoes (que agora nao sao relevantes) e me recordaram as palavras de Fernando Ribeiro "(...) in their little Wolfhearts".
Há quem diga que todos temos um "animal poder", há quem diga que é apenas o animal no qual nos vemos mais reflectidos ou como gostariamos mais de ser. Quase sempre esta idealizaçao num animal tem uma justificaçao de crucial importancia, no sentido em que essa idealizaçao depende da nossa percepçao e opiniao do animal em questao.
O que eu hoje pergunto é... Qual é o vosso animal? Claro que se o conseguirem e quiserem explicar, mais elucidante será!
Há quem diga que todos temos um "animal poder", há quem diga que é apenas o animal no qual nos vemos mais reflectidos ou como gostariamos mais de ser. Quase sempre esta idealizaçao num animal tem uma justificaçao de crucial importancia, no sentido em que essa idealizaçao depende da nossa percepçao e opiniao do animal em questao.
O que eu hoje pergunto é... Qual é o vosso animal? Claro que se o conseguirem e quiserem explicar, mais elucidante será!
sábado, maio 28
Aonde vao os mortos uma vez que se extinguem?
"Em timidez, para onde dao as janelas pelas quais passamos, velozes, a caminho do conforto dos nossos esconderijos?
Aquelas, abertas em ruína, que através do que nos olha de volta, conseguimos ver bocados do céu que nao é o mesmo que nos esmaga agora.
Para algum lugar dirao.
Em eternidade, para onde viajam os nossos mortos que nos deixaram velozes,
na pressa louvável dos seus esconderijos?
Aqueles, cavados em cor de terra e dentro dos quais vemos as memórias da Luz, que nao é a mesma que nos cega agora.
Para lugar algum dirao.
Em certeza de nada, para lugar comum, dirao.
Em certeza de nada, para lugar algum, dirao.
Em certeza de nada, para lugar nenhum, dirao.
Sendo que estes lugares serao sempre
os lugares mais importantes de toda a nossa existencia."
by Fernando Ribeiro
E estas foram as ultimas palavras de um moribundo agora morto, do qual deixei de poder ter a esperança de conseguir uma ressurreiçao. Do qual agora espero apenas exorcisar. Alguem que decidiu, ao partir, tirar toda a importancia a tudo, mas a assumir que "serao sempre os lugares mais importantes de toda a nossa existencia".
Para si, serao?
Para mim, serao?
Se-lo-ao para alguem?
Aquelas, abertas em ruína, que através do que nos olha de volta, conseguimos ver bocados do céu que nao é o mesmo que nos esmaga agora.
Para algum lugar dirao.
Em eternidade, para onde viajam os nossos mortos que nos deixaram velozes,
na pressa louvável dos seus esconderijos?
Aqueles, cavados em cor de terra e dentro dos quais vemos as memórias da Luz, que nao é a mesma que nos cega agora.
Para lugar algum dirao.
Em certeza de nada, para lugar comum, dirao.
Em certeza de nada, para lugar algum, dirao.
Em certeza de nada, para lugar nenhum, dirao.
Sendo que estes lugares serao sempre
os lugares mais importantes de toda a nossa existencia."
by Fernando Ribeiro
E estas foram as ultimas palavras de um moribundo agora morto, do qual deixei de poder ter a esperança de conseguir uma ressurreiçao. Do qual agora espero apenas exorcisar. Alguem que decidiu, ao partir, tirar toda a importancia a tudo, mas a assumir que "serao sempre os lugares mais importantes de toda a nossa existencia".
Para si, serao?
Para mim, serao?
Se-lo-ao para alguem?
"Quer eu queira quer nao queira
Esta cidade
Há-de ser uma fronteira
E a verdade
Cada vez menos
Cada vez menos
Verdadeira
Quer eu queira
Quer nao queira
No meio desta liberdade
Filhos da puta
Sem razao
E sem sentido
No meio da rua
Nua, crua e bruta
Eu luto sempre do outro lado da luta
A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu nao me rendo
Porque eu nao me vendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro
E como eu sou e quero ser sempre assim
Um rio que corre sem princípio nem fim
O poder podre dos homens normais
Está a tentar dar cabo de mim
Cabo de mim"
"Nesta Cidade" - Joao Gil
Esta cidade
Há-de ser uma fronteira
E a verdade
Cada vez menos
Cada vez menos
Verdadeira
Quer eu queira
Quer nao queira
No meio desta liberdade
Filhos da puta
Sem razao
E sem sentido
No meio da rua
Nua, crua e bruta
Eu luto sempre do outro lado da luta
A polícia já tem o meu nome
Minha foto está no ficheiro
Porque eu nao me rendo
Porque eu nao me vendo
Nem por ideais
Nem por dinheiro
E como eu sou e quero ser sempre assim
Um rio que corre sem princípio nem fim
O poder podre dos homens normais
Está a tentar dar cabo de mim
Cabo de mim"
"Nesta Cidade" - Joao Gil
segunda-feira, maio 16
Passados longos tempos de ausencia, volto a visitar o blog, afinal, nao mudou tanta coisa assim. Talvez felizmente, o nosso blog continua a ser um pequenino e nao muito visitado blog, que também nao tem muitos posts. O que permite a que, quando se está demasiado tempo fora, tal como desta vez, se volte a actualizar rapidamente. Assim, aqui volto ao nosso modesto blog que tem já uma idade respeitavel.
A minha ausencia deveu-se, principalmente e mais uma vez, a problemas (se é que se pode chamar assim) da vida mais real. Ainda assim, associada 'a semana academica, fez com que se passassem duas semanas em corrida exaustiva, após as quais apenas me queria entregar ao subconsciente num mundo de sonhos.
Ainda assim, devo dizer que essas semanas podem ter sido muito recompensadoras. Quanto 'a segunda, espero que sim, mas nao o sei ainda.
Quanto 'a semana académica, devo dizer que consegui comprovar que uma serie de emoçoes pode ser provocada por algo que inicialmente nao se parece importante para nós. Assim, tudo ganha os seus contornos e valores, e é certo que no momento que é esperado tudo se desencadeia de forma abrupta e demasiado rapida para que percebamos que arrastamos emoçoes que nos foram impostas por outros, por vezes, de forma extremamente fragil, atraves das suas regras que agora sao nossas, e que agora passam por nos enquanto as arrastamos como um vento e que passa tal como este, num ir e vir ráprido e interminavel. Apenas algo extremamente positivo que me foi possivel viver na semana academica, muitos devem ter percebido o que seria. Mas isso também nao é importante. O que quis dizer é que, por vezes, as nossas regras, pelas quais vivemos podem também ser as de outros se decidirmos encara-las e interioriza-las como nossas. Afinal viver pelos nossos proprios termos pode ser viver pelos termos de muitas mais pessoas, se assim o decidirmos. Por vezes todas as atitudes que conseguimos conceber estao ja tomadas, so escolhemos uma delas, tomando-a, como muitos outros.
Posso assim dizer que viver pelos próprios termos nos é ensinado também e daí tiramos o que queremos para nós próprios. Se viver pelos nossos termos é também pelos de outros, ainda que por vezes numa mistura estranha, a quest?o nem sempre está em definirmos os nossos, mas optarmos também pelos que já estavam formados. Viver pelos nossos termos torna-se entao uma questao nao apenas de criatividade como um permanente apelo 'a decisao enquanto criaçao de nos proprios.
A minha ausencia deveu-se, principalmente e mais uma vez, a problemas (se é que se pode chamar assim) da vida mais real. Ainda assim, associada 'a semana academica, fez com que se passassem duas semanas em corrida exaustiva, após as quais apenas me queria entregar ao subconsciente num mundo de sonhos.
Ainda assim, devo dizer que essas semanas podem ter sido muito recompensadoras. Quanto 'a segunda, espero que sim, mas nao o sei ainda.
Quanto 'a semana académica, devo dizer que consegui comprovar que uma serie de emoçoes pode ser provocada por algo que inicialmente nao se parece importante para nós. Assim, tudo ganha os seus contornos e valores, e é certo que no momento que é esperado tudo se desencadeia de forma abrupta e demasiado rapida para que percebamos que arrastamos emoçoes que nos foram impostas por outros, por vezes, de forma extremamente fragil, atraves das suas regras que agora sao nossas, e que agora passam por nos enquanto as arrastamos como um vento e que passa tal como este, num ir e vir ráprido e interminavel. Apenas algo extremamente positivo que me foi possivel viver na semana academica, muitos devem ter percebido o que seria. Mas isso também nao é importante. O que quis dizer é que, por vezes, as nossas regras, pelas quais vivemos podem também ser as de outros se decidirmos encara-las e interioriza-las como nossas. Afinal viver pelos nossos proprios termos pode ser viver pelos termos de muitas mais pessoas, se assim o decidirmos. Por vezes todas as atitudes que conseguimos conceber estao ja tomadas, so escolhemos uma delas, tomando-a, como muitos outros.
Posso assim dizer que viver pelos próprios termos nos é ensinado também e daí tiramos o que queremos para nós próprios. Se viver pelos nossos termos é também pelos de outros, ainda que por vezes numa mistura estranha, a quest?o nem sempre está em definirmos os nossos, mas optarmos também pelos que já estavam formados. Viver pelos nossos termos torna-se entao uma questao nao apenas de criatividade como um permanente apelo 'a decisao enquanto criaçao de nos proprios.
Subscrever:
Mensagens (Atom)