sábado, novembro 26

Doom & Lobos Assassinos

Recentemente tive a oportunidade de ir ao cinema ver o Doom. Este filme, do qual nem sequer conhecia a historia, tive uma certa curiosidade em ir ver. Posso desde já dizer que há um ponto de discordancia entre a historia do jogo e do filme, qual delas a melhor? Penso que a do filme, a do jogo ultrapassa um pouco os conhecimentos que tenho, fazendo-me apenas deixa-lo cair no mundo da fantasia. Para quem nao sabe, a historia do jogo começa como uma escavaçao arqueologica em Marte, que, nao propositadamente abre um portal para uma outra dimensao ou mundo ou seja lá o que for. O filme discorda num ponto desta historia, mas penso que contar o que será poderá tirar algum valor ao filme visto pela primeira vez sem nada se saber dele, pelo que me mantenho em silencio.
De qualquer forma, achei o que o filme estava muito bem conseguido, muito fiel 'as (poucas) imagens que conheço do jogo. O som está bastante estranho, se é que se pode chamar assim, mas nao deixa de ser interessante. Fiquei um pouco apreensivo ao saber que "The Rock" fazia parte do elenco, mas nao me desapontou. Um fime com bastante acçao e muita ficçao cientifica, com momentos bem interessantes.

Um outro filme que tive a oportunidade de ver (mas nao no cinema) foi o Dog Soldiers (titulo em portugues Lobos Assassinos). Um filme que, como já seria de esperar, trata de lubisomens, mas, desta vez, frente a um plotao do exercito. Gostei da forma como se desenrolou, ainda que, por vezes, o tenha achado mal conseguido. O problema da concretizaçao duma lenda licantropina ao cinema está presente em todos os filmes, porque sao lendas proprias de serem contadas ou lidas, torna-las imagem nao é facil. Um licanotropo descrito acaba sempre por ser mais assustador do que a uma imagem que nos prendemos. Ainda assim, há boas imagens de lubisomens. O filme está original na concepçao e tem novidades e descobertas ao longo da historia.

Para quem quiser saber mais, aqui ficam os links do Doom e do Dog Soldiers no www.imdb.com

sábado, novembro 12

Perunta +- rectorica

Uma pergunta duma amiga que ja constou neste blog, mas nao em nome me fez uma pergunta um tanto quanto interessante pela formulaçao, pelo que penso perguntar e pelas possibilidades de resposta infinitas...

A realidade é um sonho ou o sonho é realidade?

Moonspell news

Ontem tive o prazer de reparar num novo site (ou parte blogista deste) que fará parte dos nossos links. Isto ainda tera de ter a aprovaçao de Black__Rainbow, mas penso que ele ira concordar.
Ao tentar encontrar alguma informaçao adicional sobre os Moonspell acabei por ir parar 'a pagina oficial da banda, agora modificada. Afinal, os Moonspell finalmente abriram o blog que conta a progressao da banda e do trabalho novo que esta a construir longinquamente. Só descobri ontem esse blog, pelo que estive a ler todos os posts de seguida.
Sobre o novo trabalho (e esta informaçao é proveninente do blog deles), parece ser promissor, talvez ate demais. Concordo com Black__Rainbow ao dizer que o trabalho deles me poe curioso e um pouco apreensivo. Isto porque o novo album, de nome Memories, é um tributo ao 1? album da banda, lançado 'a 10 anos atras, Wolfheart. Durante o blog ao ler as escritas do Fernando parece-me notar alguma pena no caminho que tomaram e parece querer remontar as origens. Claro que isso me deixa extremamente alegre, o Wolfheart foi sem duvida um grande marco!
O que de negativo pode ter é que a musica nova pode nao estar ao nivel de fazer um tributo a algo tao grande quanto o Wolfheart, pelo que o tributo da memoria ainda presente pode sair um pouco negativo. Também porque tudo isto se assemelha ao que as bandas fazem perto do seu final de vida, uma memoria aos bons tempos passados, memorias e recordaçoes trazidas vivas de novo mesmo antes do final.
Mas vamos ser optimistas e pensar que apenas apos tanto tempo e tanta divergencia, a banda concordou em voltar determinantemente ao que era e que os colocou na posiçao inicial que os levou 'a posiçao na qual agora se encontram. Louvavel.
Também nao consigo ser muito negativo quando penso que a musica podera nao estar ao nivel do Wolfheart. Afinal foram eles que o fizeram inicialmente e agora, passados quase 11 anos a banda tem mais fama, esta mais brilhante e tem mais experiencia do que alguma vez tiveram. Desta vez canalizam a sua magia musical para a origem que os iniciou e para sentimentos antigos. Chegaram até a tentar recriar o ambiente em que gravaram o Wolfheart, nos mesmos quartos, da mesma cidade, no mesmo estudio. Dizem também (Fernando e Mike) que é a melhor musica que alguma vez fizeram e que estao agora mais perto da verdade que em qualquer outro momento de direccionamento da banda perante um novo trabalho...
Vamos acreditar neles... e esperar ate 'a Primavera de 2006 para ver (ou ouvir) o resultado...

\m/

terça-feira, novembro 1

Halloween

Foi ainda ontem mas parece já ter passado 'a muito mais tempo e ainda tao presente! Ainda ontem que estive "In and Above Men", com muitos outros. Foi uma grande noite.
Desde a saida das aulas ate ir cheio de pressa fazer tudo para ir ter com amigos, que também estiveram presentes toda esta fantastica noite.
O projecto correu bem e tal como planeado o jantar no Via Catarina foi suficientemente cedo para estar no teatro 'as 21.30 (hora a que, supostamente, as portas abriam). Depois do jantar dei-me a conhecer a duas pessoas que já conhecia há algum tempo, mas nao pessoalmente... interessante... No teatro esperei muito mais tempo por abrir as portas que qualquer outro momento que la tenha ocorrido! Mesmo assim, fui dos primeiros a chegar lá e consegui um lugar bem perto do palco.
O ambiente era optimo. O teatro Sá da Bandeira tem a sala ideal para um ambiente sinistro e para um concerto de Halloween.
O pior do concerto foi o mosh, foi exagerado e muito violento. De resto, o concerto correu lindamente! Foi muito forte, com musicas antigas e novas bem misturadas e resultando em momentos fortes e emocionais.
Consegui concretizar algo que tinha como objectivo, que foi ouvir a Angelizer ao vivo. Esta era uma das musicas de Moonspell que menos gostava quando inicialmente a ouvi, passou a uma musica genial desde que a vi num concerto. Desde esse momento que desejava ouvi-la ao vivo. Fernando Ribeiro e as suas asas... "The eternal spectator".
Após todas as musicas fortes do concerto, FullMoon Madness... pouco mais haverá a dizer para quem sabe o que ela significa para Wolfhearted ones, para aqueles que nao o sao, bem, nada há a dizer. Também a Capricorn at her feet, musica mais calma do concerto, foi de uma carga emocional enorme.
Chegou o momento do adeus 'a magia momentanea e sempre presente dos Moonspell. Eu e todos aqueles que foram comigo (e nao me lembro de ninguem melhor para ter ao meu lado) estavamos estourados. Agradavelmente cansados. Encontrei (totalmente) inesperadamente alguém que conhecia, alguem da minha turma! Afinal ainda há lá meia duzia de pessoas com bom-gosto!
A banda seguinte era bastante boa, embora nao a conhecesse, gostei. Ainda assim, cansou-me um pouco demais e, como também já nao a estava a ouvir na sala do concerto (que os ouvidos nao mo permitiram), decidi sair.
No momento em que estava sentado no corredor, reparei que as minhas botas de longa data deram as ultimas. Nobremente se aguentaram já muito tempo (mais de 2 anos) com tratamentos muito agressivos, muitos kms fiz com elas, em muitas (e tao importantes) historias poderiam contar. As botas, parte integrante minha, terao de ser reformadas dentro em breve... E que momento mais glorioso para lhes dar um final do que num concerto dos Moonspell, de Halloween?
Saindo do teatro, um passeio pelo Porto 'a noite... extremamente agradavel. Só a sede faz a água saber tao bem quanto absynto no meio da chuva fria... e isto nao se reflecte apenas na agua, mas em tudo o que ontem se passou!
Chegando perto de casa, adeus a alguns, adeus alegre, mas triste, esperando ver-vos em breve! Um pouco mais de tempo sereno dentro do carro, a reviver o passado, acabo por adormecer a ouvir a chuva, com o coraçao quente... acordo algum tempo depois, tempo de ir para casa...
Mas nao tinha tudo terminado, afinal toda a cidade estava apagada, a luz faltou em todo o lado durante cerca de uma hora nesta noite fria. Chegando a casa, a luz foi recuperada a tempo de ouvir a Ghostsong mesmo antes de me deitar, depois de ter andado pela casa com velas.

Sem duvida, uma das melhores noites da minha vida...

domingo, outubro 30

E foi hoje que reservei o meu lugar "In And Above Man" :


Paraiso?

Hoje em conversa ocorreu-me uma coisa louca! Daqui saiu mais uma daquelas loucas teorias que nao lembram a ninguem, que eu adoro ter e discutir!
Vamos por um momento sair da realidade e pensar como se Adao e Eva tivessem mesmo existido...
Adao e Eva (nao atribuindo culpa a nenhum dos dois) amaldiçoaram para sempre a raça humana, que para sempre tera de sofrer para viver, tera de trabalhar... Se eles nao tivessem comido "a maça", a esta hora estariamos todos no paraiso, sentados numa nuvem a ver passar os dias, felizes e contentes, nas nossas inocencias.
Mas a minha pergunta é, sera que era mesmo bom?
O paraiso nao é bom! Afinal nos vamos para la e nao existe pecado! O que dá gozo na vida é pecado! Nos no paraiso nunca teriamos gula, nunca amariamos na totalidade por ser um sentimento tao forte (e por isso, potencialmente destrutivo), nunca dariamos valor a nada pois nao teriamos de nos esforçar por isso, nao teriamos alcool, tabaco, qualquer tipo de drogas, sexo (provavelmente so para reproduçao), palavoes, faltas de humor, piadas badalhocas, carros competiçoes, insultos (pelo que o elogio perdia o valor), mau tempo, contraditoriedade de ideias e, consequentemente, nao existiria o debate... e muitas outras coisas que imagino que consigam conceber muitas mais, e, provavelmente, mais ate do que eu.
Por isso, acordem! O paraiso nao pode existir! O paraiso é uma contradiçao, e lá apenas se sentiria bem quem vivesse na inocencia de nunca ter conhecido o pecado. Mas eu perfiro saber, a minha teoria é ter conhecimento de tudo, para podermos escolher correctamente e negarmos ao que nao queremos. Se todos vivessemos ainda hoje no paraiso (e aquela maça nao tivesse sido comida), seriamos ignorantes felizes, sem saber o gozo que temos no vicio e nos pequenos prazeres mortais.
E isto me leva a um outro pensamento... poderia existir uma forma de vida ainda melhor do que esta, que, por alguma razao, nao nos tivesse sido permitida ou demonstrada... Talvez pudessemos viver muito melhor se conseguissemos conceber alguma coisa que poderiamos fazer (ou nao fazer), mas que nunca ninguem se lembrou e ninguem sabe que existe. Claro que esta ideia é bem mais complexa e bem mais improvavel de ser real. Afinal há por ai gente a tentar tanta coisa! E gente com uma imaginaçao tao produtiva para loucuras!

segunda-feira, outubro 24

Monumental serenata da UP

Ontem tive a oportunidade de assistir a uma serenata de estudantes no largo da Sé do Porto. Um evento interessante, ainda que eu tenha gostado muito mais duma que ocorreu nas traseiras da igreja de Cedofeita. Era um lugar mais escuro, com menos pessoas, mais pequeno, fazia-se mais silencio, ninguem tinha microfones... quase parecia que nao ocorreu realmente, passado algum tempo, assim como com os sonhos.
As serenatas sao compostas (musicalmente) por fados. É um estilo de musica que nao aprecio especialmente, excepto nestes casos. Nao é o tipico fado das casas de fados, fadistas amadores ou Amalia Rodrigues. É um fado um pouco diferente, mais aluente 'a vida academica, amores e desamores, noites e Luares.
Ainda que a serenata nao fosse tanto quanto esperava tive a oportunidade de voltar a ver o Porto, no centro, coisa que nao acontecia ha demasiado tempo. Adoro a cidade enquanto escurece ou de noite, principalmente no Inverno. Para todos aqueles que ainda nao o conhecem, deveriam visitar a baixa do Porto na época natalicia e deixar-se estar por la ate passar a hora de ponta da tarde. É uma visao extremamente bela da cidade. Tirei algumas fotografias que talvez post aqui, mas ainda nao tive oportunidade de as tirar da maquina.

As mais sinceras desculpas a todos os visitantes assiduos (ou nao) pela nao assiduidade de actualizaçao do blog.

sábado, outubro 15

"Estarei so perante o mar? Estarei apenas eu e ele? Todos os outros nao importarao caso nao queiram inteirar-se do momento, claro! Mas será que nao o querem mesmo? Estarao apenas interessados na atitude e nao no porque ou apenas no porque sem atitude?
Nao importa, consigo ve-los, mas agora nao me poderiam ser mais indiferentes. Prestar homenagem ao mar por baixo da Lua (visivel ou nao) é sempre prioritario a quaisquer perguntas ou cepticismo. Olá outra vez, sera que estas assim tao feliz de me ver que me saltas como um cachorrinho a tentar trepar-me? Viste-me recentemente, ainda ontem! Emboras nao tenhas podido sentir-me, falar-me.
Volto. Todos voces... alguma pergunta? Sem perguntas, sem duvidas, so explicaçoes silenciosas nas entrelinhas de palavras doidas. Entre vos posso sentar-me e olhar o mar enquanto me tenta falar em dois tons diferentes. Posso ouvi-lo, posso percebe-lo... tao facil... Posso sentir-me envolto por tao grande força sem forma, posso voar sobre ele. Mas atrevidamente abala todos dos seus postos, sorrindo suavemente.
Sentados num momento de reflexao, no silencio de todas as palavras... até ao demasiado e 'a insuportavel pausa do tempo, feita para nos. Um momento que ate a Lua se dignou a observar por entre cortinas, a esconder a elegancia astral.
Mas nao tu, em pe entre todos os caidos. Flutuando na areia. Fechas-te em ti, assumidamente e sem importar. No teu tao privado e tao guardado mundo, fechado a sete chaves e escondido em ti. Esse mundo que tanto proteges e te deixa poder estar so entre tantos outros. Aí estas tu, bem perto. Mas, ainda, nao mais do que uma sombra forte. E o eterno desejo de poder mostrar o mundo atraves de meus olhos a todos.
Enquanto o rosto e as maos secam, toda a roupa molhada se cola ao corpo da forma mais fria que consigo recordar. Mas apenas me consegue aquecer. Tanta harmonia em volta, tanta perfeiçao, tanta duvida e tanta certeza, determinaçao, força... tanta beleza que parece nao caber em mim! Sei que nao sou capaz de suporta-la em toda na sua totalidade, entao desisto... e toda ela passa por mim, mas deixo de tentar capta-la, deixo-a entrar e sair de mim, deixando-me algo. Tudo isso, deixo ai mesmo, onde encontrei, para onde voltarei.
Volto. Voltas. A ti, em silencio, em abstinencia de loucura extrinseca ao corpo. Duvido, sorrio...
E em tempo de ultimo registo me encontro em escrita descritiva frenetica de algo que tento registar antes que perca alguma da sua magia. Algo que nunca esquecerei e gostaria de agradecer em todo o explendor do agradecimento que tenho para dar a todos o que comigo o partilharam, mas sabendo-o impossivel. Sei-me agora molhado, sei-me frio no corpo. Por agora dispo-me e deito-me com a janela aberta, na minha tao velha cama entre dois lençois e um cobertor pesado. Deito-me, embora saiba que apos tanta emoçao nao serei capaz de dormir. Reviverei o momento horas a fio ate o esgotar e me permitir descansar..."

by Fernando Vargas

Um texto que, desta vez, foi o proprio Fernando que pediu para ser postado. Isto com a certeza de que poucos o entenderam na totalidade, mas apenas os que podem. Postado e divulgado em forma de homenagem e agradecimento.

quarta-feira, outubro 12

Tonight's music

"who could call my name without regretting
who could see beyond this my darkness
and for once save their own prayers
who could mirror down just a little
of their sun

how could this go so very wrong
that I must depend on darkness
would anyone follow me further down
how could this go so very far
that I need someone to say
what is wrong
not with the world but me

who could call my name without regretting
who could promise to never destroy me
tonight my head is full of wishes
and everything I drink is full of her"

by Katatonia

Ainda hoje estive com uma pessoa que tinha tido uma depressao. Recordo com alguma dor como é estar triste, só e sem nada a que se segurar. Posso ainda agradecer aos Deuses (ou Demonios) o facto de ter tido sempre alguem ao meu lado "follow me further down", enquanto precisei... pena que ja nao seja mais dessa forma, afinal "who could promise to never destroy me" nao foi ninguem.
O resto da letra fica para interpretaçao pessoal, mas, como sempre, aberto para discussao ou apresentaçao de ideias.

Katatonia, que ainda neste presente ano editaram um best of com o nome de Black Sessions, que posso confirmar ser um optimo CD (triplo)! Certamente muitas outras musicas deles aparecerao por aqui.
Posso ainda referir que considero que todo o album apresenta uma optima estrutura e desenvolvimento melodico associado 'as capacidades de grande(s) letrista(s).

Lamento a falta de regularidade com que este blog tem sido actualizado, nao me esqueci, apenas me tem sido completamente impossivel mante-lo actualizado. Mas tentarei faze-lo tantas vezes quantas me for possivel, esperando que sejam suficientes para os nossos visitantes mais assiduos nao perderem o interesse...

quarta-feira, outubro 5

Eclipse

Há tanto tempo que este blog ja pedia uma actualizaçao. Nao, nao o esqueci. Decerto nao tenho passado muito tempo aqui, talvez pelo pouco tempo que o mundo (ir)real me deixa, por problemas tecnicos ou talvez ambas...
Há ja bastante tempo que achei que o facto de o eclipse se ver nesta zona e ser de uma dimensao consideravel, deveria ter mençao e merecia um post. Pois claro, todos vimos a musa Lua durante o dia, provando que, ao contrario do que todos dizem, a Lua nao dá luar graças 'a acçao caridosa do sol! Ela tem o poder de o encobrir!
Ver o dia fazer-se escuro, vento levantar-se com tanta poeira, as sombras de tudo mal definidas e tao estranhas, um mundo tao solitario por poucos segundo... quase tive uma bela visao do que sera o apocalipse, se ele chegar a existir num unico momento de destruiçao.
Foi algo extremamente magico. Espero ainda ter oportunidade de postar aqui algumas fotografias (tiradas sem filtro e dum telemovel, infelizmente) desse belo momento.

A Lua...
Spreading an Eclipse... at her feet!

sábado, setembro 17

FullMoon

Só para relembrar a quem se conseguiu esquecer, mesmo com este luar tao lindo, que a Lua Cheia terá o seu maximo esta noite de Sábado para Domingo. A Lua estara no seu apogeu mensal pelas 02.01, o que vai permitir ve-la nesse momento, porque desta vez calha de noite.
Nao podia deixar de referenciar isto dado o Luar que se tem apresentado nestes ultimos dias, daquela Lua tao orgulhosa da sua luz. E ainda porque é num dia 18, e ainda para mais de Setembro, data importante para mim, que a Lua irá atingir todo o seu explendor!
Aproveitem para espreita-la nem que seja so por um momento...

sexta-feira, setembro 16

Estando eu com falta de ideias para um novo post, limito-me a ficar 'a espera que alguma coisa apareça. Ainda assim, aproveito para dizer que dia 19, 2a feira da proxima semana, vou ter muito menos tempo livre do que em qualquer outro momento da vida. Já todos devem ter percebido porque, mas digamos que é apenas ocupaçoes dum mundo que nao é para aqui chamado... pelo menos por enquanto. Claro que isto se irá reflectir na regularidade com que actualizarei o blog.
Um outro problema tem surgido há já bastante tempo e começa a ser inevitavel nao ser notado. Por isso, decidi referencia-lo. Black__Rainbow nao tem feito posts desde há algum tempo, isto deve-se ao facto de o pc dele nao lho permitir. Alguns problemas tecnicos que esperamos ter resolvidos o mais brevemente possivel, mas nao tem sido facil...

segunda-feira, setembro 12

Quase perfeito

Esta musica encontrei-a num journal do deviantart, de uma pessoa que nuncafoi referenciada neste blog (e assim permanecerá). Uma musica de alguem dado ao mundo musical do metal e/ou do gotico, ainda assim, constava esta musica num registo seu. E lá ditava em anexo algo semelhante a "vamos la deixar-nos de preconceitos e ouvir", que é um apelo 'aqueles que recriminam apenas por nao fazer parte do estilo. Foi o suficiente para eu tirar essa musica da net, gostei dela. Musica muito voltada para o lado artistico, é suave (desenganem-se), é musica para os meus ouvidos (mas ja nao era suposto?!).
Tudo isto se passou ja ha algum tempo, a razao porque hoje faço o post é outra. Estava (forçado, obviamente) a ver a festa de aniversario da praça da alegria e esta musica surgiu por entre tudo o que saia da televisao e ja desprezava. Uma musica de qualidade na praça da alegria foi novidade para mim! Tanta coisa estranha com esta musica merece um post!

"Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tao certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que nao chegava A tempo de me deliciar
Quase que nao chegava A horas de te abraçar
Quase que nao recebia A prenda prometida
Quase que nao devia Existir tal companhia

Nao me lembras o céu Nem nada que se pareça

Nao me lembras a lua Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua Tomara que a terra estremeça

Que a minha boca na tua Eu confesso nao sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser Faremos o crime perfeito"

by Donna Maria

Obrigado 'a Crys pela letra da musica.

sábado, setembro 10

Alone I break

"Pick me up
been bleeding too long
Right here, right now
I'll stop it some how

I will make it go away
can't be here no more
Seems this is the only way
I will soon be gone
these feelings will be gone
these feelings will be gone

Now I see the times they change
leaving doesn't seems so strange
I am hoping I can find
where to leave my hurt behind
All this shit I seem to take
all alone I seem to break
I have lived the best I can
Does this make me not a man?

Shut me off
I am ready,
Heart stops
I stand alone
Can't be on my own

I will make it go away
can't be here no more
Seems this is the only way
I will soon be gone
these feelings will be gone
these feelings will be gone


Am I going to leave this place?
What is it I'm running from?
is there nothing more to come? (am I Gunna leave this place?)
Is it always black in space?
Am I going to take it's place?
Am I going to leave this race? (Am I going to leave this race?)
I guess god's up in this place?
what is it that I've become?
is there something more to come? (more to come)

Now I see the times they change
leaving doesn't seems so strange
I am hoping I can find
where to leave my hurt behind
All this shit I seem to take
all alone I seem to break
I have lived the best I can
Does this make me not a man?"


by Korn

Cercando a época de Dezembro de 2002 cada acorde desta musica soava nos meus ouvidos como um canto dos deuses. Uma das poucas musicas de Korn que ouvia, que gostava. Sabia que algo aqui fazia sentido.
Agora volto a ouvi-la, faz mais sentido do que poderia saber na altura. Todos passam maus momentos ao crescerem, as depressoes nao sao raras. Esta musica sabe-me num desses momentos, em finais de 2003, o que vivia, o que sentia.
É tao estranho que quando se está só e se sente a tristeza, o que de mais negro ha em nos aparece e nos assombra dia e noite, sentimos que somos corroidos ate aos ossos por esse sentimento. Mas nem por isso somos capazes de nega-lo. É quando se torna mais destrutivo que o desejamos mais e nao queremos renuncia-lo nunca... talvez por ser a unica coisa que temos verdadeiramente nosso quando tudo o resto nos falta...
E andamos assim sobre a terra, num mundo paralelo, diferentes de todos, mas iguais a eles. Todo o Mal detro de nos, logo por baixo da pele. Nao o desejamos de qualquer outra forma, que assim seja ate ao fim.
"(...) afinal é 'a noite que todos os medos parecem gigantes, que todas as incertezas sao duvidas infindaveis, uma sombra é enorme, as tristezas sao demasiado deprimentes e as alegrias parecem nao caber em nos... É ? noite que a chuva cai mais forte e o vento canta mais alto. Quando estamos mais sos em nos, quando os laços mais se fortalecem com as companhias. Quando ficamos mais fortes e mais precisamos de força. Quando a emoçao mais facilmente vence a racionalidade. É 'a noite que, por vezes, a reflexao e um copo verde ardente é tudo o que temos.
Bem, para acompanhar esta noite solitaria tenho um monitor braco e um teclado escuro a substituir a antiga caneta branca e o papel escuro, duas velas quase no fim, um telemovel desligado e tudo o que vai la fora. Gostava de mais alguma companhia silenciosa (...), assim sendo, e tendo-a de qualquer forma, posso dizer que desejo acima dessa companhia, uma quente solidao.
Pois é, afinal nesta noite descubro que aparentemente terei um Inverno no verdadeiro sentido da palavra, alegremente constato que estara a chuver mais frequentemente, bastante vento e algum frio... que mais se pode desejar de um Inverno senao que seja algo rigoroso na sua eterna subtileza de existencia, assolada por momentaneas tempestades iradas? Este Inverno promete... afinal foi-me entregue com semelhante cordialidade que quase nem dei por nada... começou a chover, a ficar mais fresco, com algum sol 'a mistura... nem sei bem. Um embrulho a abrir-se e gastar lentamente, doseado por si proprio, ate se esgotar. Algo vindo de algum Deus do Sol e da Chuva, que se aquece, chora, e sopra... Uma entrega de alguem que nao existe.
Apenas me sinto um pouco perdido, quase abandonado, sabendo que a culpa nao é de quem me deixa aqui. Sei-me acompanhado de qualquer forma, mas gosto de ver quem me ve. Nestes momentos de companhia do exterior da janela como outro mundo, gosto de ve-la... ainda no inicio das infindaveis nuvens eternas, tenho já tantas saudades da Lua!"

by Fernando Vargas (excerto de e-mail)

sexta-feira, setembro 9

Poeta obscuro

"Acerca da frase - «Meu Deus, faz com que eu seja sempre um poeta obscuro.» - julgo haver alguma coisa a explicar. (...) Tracei-a a lapis na parede em frente da cama. Estava sempre a ve-la. Isto 'a noite, quando de subito abria a luz e dizia para mim mesmo: - Nao estou cego. - Ou quando, acordando bastante tarde, verificava com surpresa que nao tinha morrido durante o sono. Sofro destes tormentos da imaginaçao ou da sensibilidade desordenada. Neurose. (...) Tenho algumas prateleiras com livros, meia duzia de quadros e desenhos, uma dezena de discos. O quarto pode ficar subitamente cheio. (...) começo com um poema asteca dito em voz alta dentro do quarto, com um fundo musical. Escolho: um trecho suave e ambiguo, de um ardor grave, ironico. Olho ao mesmo tempo para a reproduçao de um desenho japones: um delicado peixe fugitivo, uma onda enrolada. E a frase irredutivel e orgulhosa :«Meu Deus, faz com que eu seja sempre um poeta obscuro». (...) Sei rodear-me de coisas poderosas pelo valor da emoçao, de referencia a qualidades intimas e decisivas, e pelo desafio ao proprio sentimento de arrebatada fragilidade humana. (...) Ora eu estou nu, e ainda penso vagamente na divindade asteca, e a delicadeza dramatica do peixe a esgueira-se na musica. Nao é de modo algum unidade, a inteireza, mas quando considero esta luta pela constancia, a fidelidade, a permanencia de certas inspiraçoes e regras - vejo que se procura atravessar todos os fogos, mantendo intactas algumas virtudes: porventura um silencio capaz de dar poder e dignidade 'a nossa morte. É pouco, bem sei, talvez devessemos fazer grandes coisas, duas ou tres coisas verdadeiramente grandes, com que recomeçar o mundo. Mas quando Deus está defronte, na parede, e nos concede a obscuridade para utilizarmos contra a sua magnificiencia, como uma arma insolita e enigmatica, clandestina - quem pode ainda recomeçar seja o que for? O poema que se escreve - longo texto fuindo, denso e venenoso, a imitar a substancia ao mesmo tempo vivificante e corruptora do sangue - nao é sequer uma oferenda dirigida a Deus. É a ironia, onde desliza a arma da nossa obscuridade. Tremenda força essa. Escrevo o poema - linha apos linha, ao redor do pesadelo do desejo, um movimento da treva, e o brilho sombrio da minha vida parece ganhar uma unidade onde tudo se confirma: o tempo e as coisas. De modo que é um extraordinario triunfo tomar o papel entre duas maos sabias e rasga-lo aos bocadinhos, sorrindo. (...) Obscuros como sempre, esmo sem pedi-lo. Grande vitoria que ninguem nos podera arrebatar."

Aqui está um texto que gostaria de conseguir escrever. Algo que transmite como me sinto tantas vezes e tanta senti, todo o texto é aquilo que sei apenas por mim, ditado por palavras que nao sao minhas, organizadas num belo texto. Realcei o que penso ser os pontos principais do meu sentimento ao texto, para organizar um pouco um post tao longo.
Mais um texto de Herberto Helder, proveninente do livro «Passos em Volta». Um livro que começa e acaba com uma viagem que se percorre durante este, vivida em dias aleatorios na mente de um poeta e entre as suas filosofias.

terça-feira, setembro 6



"Vivemos num mundo onde precisamos de nos esconder para fazer amor, mas a violencia é practicada em plena luz do dia"
Apenas uma de muitas frases lendarias deste senhor: John Lennon! Um convicto e famoso senhor com uma filosofia e forma de vida hippie. Hippies eram aquelas pessoas que tinham mais amor e mais amor pelo amor do que aquilo que o mundo podia suportar.
Para todos os (poucos mas resistentes) que ainda seguem uma filosofia neo-hippie, muito bem, força nisso!

Girl, you'll be a woman soon

"Girl, you'll be a woman soon

I love you so much, can't count all the ways
I'd die for you girl, and all they can say is
"He's not your kind"
They never get tired of puttin' me down
And I never know when I come around
What I'm gonna find
Don't let them make up your mind
Don't you know


Girl, you'll be a woman soon
Please come take my hand
Girl, you'll be a woman soon
Soon you'll need a man


I've been misunderstood for all of my life
But what they're sayin', girl, just cuts like a knife
"The boy's no good"
Well, I finally found what I've been looking for
But if they get the chance, they'll end it for sure
Sure they would
Baby, I've done all I could
Now it's up to you


Girl, you'll be a woman soon
Please come take my hand
Girl, you'll be a woman soon
Soon you'll need a man


Girl, you'll be a woman soon
Please come take my hand
Girl, you'll be a woman soon
Soon, but soon you'll need a man"


by Neil Diamond



Esta musica está a ser aqui publicada talvez porque nas ferias a ouvi e voltei a ouvir varias vezes, redescobri-a depois de ter revisto o Pulp Fiction. Do filme, nada mais comento por ja ter sido referido aqui mais de uma vez.
Da musica, nao posso dizer que seja o meu estilo, que seja uma grande musica. A verdade é que é apenas uma musica dos meus primeiros momentos musicais em CD! Acompanhou-me muito tempo. Talvez por isso agora ainda goste de a ouvir, traz-me sempre recordaçoes. É estranho como coisas tao negativas, depois de resolvidas, ultrapassadas e distantes agora parecem quase engraçadas e agradavelmente recordadas.
Nunca tinha lido esta letra com suficiente atençao, mas, agora que a conheço, sei que era semelhante 'as minhas primeiras visoes de amor, mesmo sem ainda saber bem o que isso era, mas acreditando que sabia...
Mas afinal o amor nao é apenas morrer por alguem, é algo mais complicado que isso. Amor é viver-se com alguem e por alguem para alem de se morrer por esse alguem. De qualquer forma, sem me desviar muito, uma musica antiga e muito alternativa que ainda soa bem!

domingo, setembro 4

Hoje, numa noite como tantas outras, em amena troca de ideias com o Fernando ele pos-me uma questao: será que envelhecer é uma maldiçao? Será que é mau? Aparentemente sim! Enquanto somos mais novos tudo é melhor, tudo soa mais perfeito e mais belo.
Mas durante toda a vida aprendi muita coisa e vivi muitas outras, ganhei capacidades de analise, raciocinio, empenhei-me muito em varias coisas e apredi com tudo isto, com uma vivencia. Isto parece o lado positivo de envelhecer.
Será que é necessario envelhecer-se para se aprender, para se ganhar experiencia? Nao pode ser apenas a idade que nos ensina, mas sera um factor extritamente necessario? Penso que nao, ou nao teriam tanta pressa em ensinar-nos tantas tretas na escola para esquecermos logo depois, so porque no mundo adulto de sofrimento acharam que a cultura era isso. No entanto, so com o passar dos dias, anos, do tempo, podemos ter recolhido tudo o que recolhemos de vivencias e experiencias duma vida.
Entao envelhecer seria mau porque? Pela debilitaçao fisica? Claro que sim, mas nao so... pela toma de racionalidade, pela ideologia que se vai ganhando, pela forma de ver o mundo, pelo amor que se tem e pela forma como nos permitimos sentir, pela forma como vemos o mundo, pela passividade perante o que nao concordamos, pelo final da mudança, da descoberta... Por tudo o que nos torna adultos cansados e monotonos, melancolicos, mais tarde em velhos gastos e rabugentos.
Entao a parte negativa de envelhecer é o envelhecimento fisico e mental. Mas as experiencias e aprendizagens podem dizer-se postivas. Mas será que conseguimos diferencia-las? Afinal experiencias e descobertas dao-nos a consciencia que temos e tornam-nos os seres racionais e tenebrosos que por vezes vemos formarem-se com a idade.
Será possivel manter-nos jovens irremediavelmente rebeldes, dinamicos, em mudança, sem medo, acreditando-nos invenciveis? Uma eterna adolescencia mesmo sabendo-se o que se sabe e se vive apos todos estes anos? E quanto 'a debilitiaçao idosa e o desgaste do corpo que, senao doutro modo, nos levara ao nosso fim? Podemos viver sempre jovens se nos sabemos cada vez mais fracos e perto do fim? Será eu podemos envelhecer sem passar a viver na nostalgia do doce passado?

E agora olho para tras... e se eu morresse amanha? Que alcancei na vida? Que realmente grandiosos feitos alcancei? Porque me esqueci desse sonho que todos temos em jovens?
E assim sei com toda a certeza que envelheço, coisa que me prometi contrariar com todas as forças que tivesse...

Mais uma filosofia rasteira de fim-de-semana, devido a uma conversa demasiado amena, demasiado percebida por um dos interlocutores. Algo que conseguiu ser realmente depressivo, mas talvez seja apenas eu que estarei com mais predisposiçao para a depressao...
Recordando uma frase dum professor meu, dr. Antonio Ramalho, "Nao sao apenas as mulheres que tem dias dificeis, os homens tambem!"... e acho que nao é preciso comentar mais esta frase que tenta trazer um sorriso e uma leveza a um post tao forte e triste...

quinta-feira, setembro 1

Se tu viesses ver-me...

"Se tu viesses ver-me hoje 'a tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mao na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti..."

by Florbela Espanca

Após um longo periodo 15 dias de ausencia no blog, devido a umas ferias que talvez mais tarde tenham algo mais a ser referenciado. Neste regresso, nao tendo muito a dizer e estando fisicamente demaisado cansado para inventar, limito-me a postar este belo poema que encontrei postado numa pagina do devart.