sábado, janeiro 28

Vampire heart

"You can't escape the wrath of my heart
Beating to your funeral song
All faith is lust for hell regained
And love dust in the hands of shame

Let me bleed you this song of my heart deformed
And lead you along this path in the dark
Where I belong
until I feel your warmth

Hold me like you held on to life
When all fears came alive and entombed me
Love me like you loved the sun
Scorching the blood in my
vampire heart

I am the thorns in every rose, you've been sent by hope
I am the nightmare waking you up from the dream of a dream of love

Let me weep you this poem as heaven's gates close
And paint you my soul scarred and alone
Waiting for your kiss to take me back home
"

by HIM


Album que conheci agora de Him, Dark Light, bom, sem duvida. Está bem dentro do estilo caracteristico e já bem conhecido. Aqui posto uma musica, que é logo a primeira do album, talvez pudesse ter feito uma escolha mais acertada da musica, mas nao as conheço muito bem ainda e queria desde já deixar uma aqui.
Assim, escolhi esta. Uma cançao escrita a alguem já para la da vida, alguem que faz tanta falta que se sente vivo, alguem que com a morte matou o nosso amor. A quem se oferecem ainda musicas, que desejariamos apenas que voltasse e se agarasse a nos como 'a vida que teve, mesmo que o preço seja arder por isso.

The Village

Depois de demasiado tempo de ausencia posso finalmente encontrar algum tempo para postar alguma coisa neste espaço. O mundo (menos) real tem-me tirado todo o tempo que tenho e mais algum que nao deveria tentar ter.
Quanto ao concurso de aniversario nao recebi qualquer proposta de texto, devo admitir. Assim se prova o quanto permiti que este espaço entrasse em decadencia, mesmo com os meus melhores esforços. Consigo perceber que os temas retratados nao importem a muitos, de qualquer forma, é sempre bom saber que poderei finalmente contar de novo com o meu eterno aliado Black__Rainbow para complemetar os meus (fracos) cuidados a este espaço. Deem-lhe as boas vindas, pois ele esta de volta! Mas isto também já nao é novidade...

Quanto ao tema que aqui posto, é um filme que acabei agora de ver. O filme chama-se "A Vila", é supostamente um fime de terror, pelo menos é o que me constou (embora nao esteja assim classificado no imdb)... mas vendo-o, consegui ve-lo mais como um romance. Nao aquele tipo de romance lamexas de conto de fadas, mas de um amor sem regras e muito, muito puro, a viver entre horrores, segredos e mentiras do mundo. Bastante mais atraente, para mim, do que um tipico romance de Juia Roberts e Richard Gere. Adoro romances alternativos, como por exemplo «Wild at heart».
Gostei do filme e aconselho. É bastante apelativo ao nosso lado mais fragil, ao que leva a quebrar as regras, justificaçoes, mudanças de ideias, esse lado tao estranho que tem tudo isso. Muito apelativo, sem qualquer duvida, por consequencia, ao medo mais profundo da perda e da morte. Se nos deixarmos envolver o suficiente, na afliçao, somos capazes de sentir alguma pena, algum daquele sentimento de dor, alguma empatia pelo que vemos.

quinta-feira, janeiro 19

Após alguns meses de ausencia estou de volta a este refúgio com algumas ideias que irao ser discutidas num futuro próximo para renovarem este espaço, que dependendo do ponto de vista vos/nos serao úteis.
Esta minha ausencia deve-se ao facto de ter estado com problemas na net nos últimos 3/4 meses, problema esse que só foi resolvido com uma mudança de ISP..isto prova que os prémios nem sempre sao bem entregues já que o serviço deixa muito a desejar.
Por agora me despeço sem nada de decente para dizer, e com muito para ver aqui nestas páginas......

domingo, janeiro 15

A natural disaster

"its been a long cold winter without you
I've been crying on the inside over you
just slipped through my fingers as life turned away
its been a long cold winter since that day

its hard to find
hard to find
hard to find the strength now but I try
and I don't wanna
don't wanna
don't wanna go on and speak now
of what's gone by
'Cos no matter what I say
no matter what I do
I can't change what happened
No matter what I say
no matter what I do
I cant change what happened

You just slipped through my fingers
and I feel so ashamed
You just slipped through my fingers
and I have paid

'Cos no matter what I say
no matter what I do
I can't change what happened
No matter what I say
no matter what I do
I can't change what happened
no no I can't change

just slipped through my fingers
and I feel so ashamed
You just slipped through my fingers
and I have paid."

by Anathema

Mais uma musica que aqui deixo. Desta vez, do album "A Natural Disaster" de Anathema, uma banda que tive o prazer de ver ao vivo há nao muito tempo. O primeiro contacto com o album é algo de surpresa, tao suave e melodico. Depois nos apercebemos que há algo mais entre os ritmos alterados e as vozes melodiosas. O que aqui deixo é uma musica selecionada desse album que ainda conheço mal, é espantosa, linda! Com uma mensagem bem verdadeira...
Sei que fiz varias coisas erradas durante a minha vida, cometi muitos erros. De muitos me arrependo, tantos que gostaria de poder mudar. Mas há coisas que, por muito que se queira, está já feito. 'As vezes nada nos pode salvar do nosso passado, do que fizemos dele. E assim, estamos condenados, amaldiçoados por nós mesmos a viver com o nosso passado a assombrar-nos para sempre. Porque ao sabermo-nos errados podemos ver as nossas oportunidades a passarem por nos, mas nao nos importa a escolha que fazemos. Quando realmente doi é quando essas oportunidades sao recordadas e fazem realmente falta, quando nos faz tanta diferença quanta nunca pensamos que pudesse fazer... mas é tarde demais...
É assim que uma semente escolhe ficar do lado de fora da terra, ver a luz por mais tempo, aquecer-se. Vem o inverno, passam-se as chuvas e a semente olha-os maravilhada com a beleza do mundo. Sabe que nao passara do futuro verao, em que irá secar e morrer na areia que decidiu nao escavar apenas para ver o mundo. A curiosidade... ela sabia que valeria esse gosto. Mas as outras sementes germinam na primavera, crescem para gigantescas arvores... e a nossa semente nao, v? agora que todas poderao ver os seus futuros anos, mas ela nao... Perde a agua aos poucos sobre o calor ardente. Nunca saberia quanto errada esteve, se nao tivesse pensado sobre o "e se..." no seu passado, agora demasiado longe para poder sequer imagina-lo com algum realismo. Limita-se, nos seus ultimos dias, a viver de memorias que agora pode rever.

sábado, janeiro 14

As 5 pessoas que encontramos no céu

Penso que já teria referenciado aqui que estava a ler um livro chamado "As cinco pessoas que encontramos no céu". Como já era meu costume (e aparentemente nao era mau costume), descrevo um pouco do livro que estou a ler ou terminei ha pouco.
Este livro, que parecia um tanto quanto banal ao inicio tornou-se interessante ao longo do desenrolar com um final que, sinceramente, nao era o esperado. Neste livro somos confrontamos com a morte de um idoso, logo no incio. Apos a sua morte, essa pessoa vai para o céu, onde encontra as 5 pessoas mais significativas, já mortas, da sua vida. Estas 5 pessoas parecem aparecer por um grau crescente de importancia. Cada novo personagem tem o cenario escolhido por si proprio de forma a ser o mais relacionado com o idoso recentemente morto.
O objectivo destas pessoas se encontrarem com ele no céu é dar a finalidade justificativa para a sua vida. O céu seria, assim, uma forma de se perceber a vida que se levou na terra. Desta forma, o nosso personagem, ao encontrar as 5 pessoas vai redescobrindo coisas essenciais 'a sua sobrevivencia sem que nunca fosse capaz de perceber a mais essencial... que só se aperceberá no final... Algo que incialmente parece nao ter qualquer tipo de explicaçao, mas que tem! Só nao é facil de se perceber.
Um livro cheio de surpresas e fenomenos engraçados. Poderia escolher alguma citaçao, existem algumas que gosto, talvez o faça, noutra altura. O livro é pequeno e facil de ler, mas prende bem o leitor.

Como terminei esse livro, deparei-me mais uma vez com a pergunta "Que vou ler agora nos meus 10 a 15 minutos diarios que reservo para a leitura nao tecnica?". Nao sabendo muito bem porque, talvez pela curiosidade, pela falta de escolhas melhores ou ate talvez pela recordaçao do tempo em que o deveria ter lido... estou a ler de novo "Apariçao"... provavelmente um tema breve a ser abordado aqui.

terça-feira, janeiro 10

Lonely day

"Such a lonely day
and it´s mine
the most loneliest day in my life

Such a Lonely day
should be banned
it´s a day that I can´t stand

The most loneliest day in my life
The most loneliest day in my life

Such a lonely day
shouldn´t exist
it´s a day that I´ll never miss

Such a lonely day
and it´s mine
the most loneliest day in my life

And if you go
I wanna go with you
and if you die
I wanna die with you
Take your hand and walk away

The most loneliest day in my life
The most loneliest day in my life
The most loneliest day in my life

Such a lonely day
and it´s mine
it´s a day that I´m glad I´ve survived"

by System Of A Down

Uma musica que refere dias solitarios, há varios dias assim... uns piores, outros melhores. Esta será uma solidao que nao é voluntaria, nao é uma escolha, mas uma falta delas. Será que todos os dias mais sós parecem sempre o mais só de entre todos os que se viveram?
Aproveitando já para admitir que é uma das coisas que mais me apavora... a solidao.

Agradecido 'a Lady Ju, pela letra e por me ter dado a (re)conhecer a musica.

sábado, janeiro 7

"E há sempre quem insista em aprender, mas nao quer pensar"

by Jorge Palma

Pressuposto

Mais um pensamento e livre escrita, pela minha parte.
Hoje ocorreu-me se nós teremos tanta capacidade assim de defender os nossos valores perante aquilo que nos ensinam durante o nosso periodo de educaçao. Nao vou aqui falar da educaçao, do que concordo e discordo dela, nem o que acho nela util. Também nao estarei a referir-me ao facto da aceitaçao cega ser, em muitos casos, tao obvia quanto um nariz numa cara. Nao me refiro ainda 'a capacidade de defender algo que sabemos errado, mas, devido ao habito, nao conseguimos evitar.
Falo, sim, da capacidade de nos apercebermos que aquilo que fazemos nem sempre é aquilo que nos consideramos ja correcto e nos demos como concluido. Mas é, sim, o pressuposto do qual seguimos para sermos capazes de pensar em qualquer outra coisa. Complicado? Também achei... um exemplo:
A maior parte das pessoas acha que, quando ha algum desentendimento, se deve resolver as coisas a falar (outros nao, mas isso para outra altura). O que normalmente se diferencia nas pessoas é a forma como sao capazes de defender coisas tao diferentes, a forma como decidem fazer a sua abordagem, a argumentaçao... tudo isso é pensado. Mas quantos serao os que questionam coisas que defendem tanto, sem terem pensado sobre elas? Do genero, quem disse que a violencia nao é a melhor forma (e nao estou a dizer que seja! É um exemplo).

Pois se afinal é, por vezes, a forma mais rapida, facil, eficaz, que mais vontade dá de fazer! Mas nao é correcto... quem disse?! Porque nem todos sao capazes do mesmo fisicamente, mas mentalmente também nao! Entao, é injusto de qualquer forma. Mas a violencia é perigosa para o fisico, provoca dor. Bem, a discussao também (e acho que nao preciso dizer como)!
Entao, sera que é porque a inteligencia ganha a força? Porque a caneta é mais forte do que a espada? Penso que nao... por vezes, a força pode ser mais util que a inteligencia (acho que também nao é preciso exemplos), mas, usualmente, a conjugaçao equilibrada será a melhor soluçao.
Assim, nao deveriamos todos tentar resolver as coisas 'a nossa maneira? Da forma que nos fosse mais favoravel? Aos fortes, 'a força; aos inteligentes, com o intelecto; fatas de educaçao 'a força; filosofias, intelectualmente... Corro entao o risco de defender uma teoria elitista. Sim, é elitista! Também a vida, como toda a evoluçao da vida na terra.
Mas isto foi apenas um exemplo para dar a perceber um pressuposto que, tantas vezs, nos auto-dominamos tanto, tanto defendemos, sem saber se estara mesmo correcto! Sem pensarmos sobre as nossas bases de deduçao e principios.

Quanto a isto, acho que já alguem pensou nisto... algum filosofo cujo nome nao me recordo, mas, para quem nao sabe, que formulou o seguinte pensamento. Deveria repensar tudo e redescobrir tudo a partir da sua racionalidade, tudo seria questionavel. Mas, assim, nenhum pensamento nosso seria valido, pois nao teriamos sobre que pensar, entao, pensar, seria um acto questionavel. Assim, partiu dum pressuposto já tao vulgarizado que já poucos se lembram da origem... «Penso, logo, existo.»
Há ainda um outro livro que tenciono vir a ler brevemente que fala também um pouco sobre isto. Mais ate no sentido de fazer aquilo que nos dizem as nossas visceras e nao tanto seguir as soluçoes impostas como correctas. Uma filosofia um pouco embelezada, para separar os filosofos dos medrosos da descoberta. Algo que tenciono ler (espero que brevemente)... "A biblia satanica".

sábado, dezembro 31

Segundo concurso de aniversario

Proximamente a um novo ano (que é nao mais do que uma forma de marcar cronologicamente o tempo, convencionada por humanos) temos também, a menos de um mes (dia 24 de Janeiro), o segundo aniversario do nosso blog. Parece-me incrivel como o blog que decidimos criar uma noite, esteja ainda de pé e, esperançosamente, cada vez melhor. Este blog já conheceu e representou varios momentos e varias historias das nossas vidas, algumas contadas directamente, outras nas entrelinhas; umas para todos acompanharem, outras para poucos perceberem.
Coincidentemente, estamos perto de atingir também as 5000 visitas. Sei que sao poucas para um blog com esta idade... tenho consciencia que o que aqui escrevemos nao é lido por muitos visitantes... mas que sejam poucos e bons! Os comentarios, que por varias vezes tiveram «acidentes de percruso» e «problemas tecnicos», sao ainda do servidor antigo, e tambem nao temos muitos.
De qualquer forma, o aniversario do blog conjugado com o numero de visitas merece uma celebraçao. E tal como no ano passado, que Black__Rainbow teve a ideia de fazer um concurso dos melhores textos que nos enviassem, este ano, gostaria de fazer o mesmo.

Assim, esperamos que os nossos leitores nos enviem alguns dos seus textos para o meu e-mail ( marshall_letters@hotmail.com ). Entretanto eu e o Black__Rainbow escolheremos um entre os textos que aparecerem, para serem publicados nesse dia. Relembro mais uma vez que os textos devem ser escritos por voces. Também podem enviar, juntamente com o vosso texto, o vosso nome (ou pseudonimo), e-mail, site do vosso blog...; os textos podem também ser anonimos, se assim o desejarem.
Relembro a vencedora do ano passado, l-life_angel-l, com um blog em http://www.omeurefugio.blogspot.com/.
Obrigado e bons escritos.

sexta-feira, dezembro 30

Falling again

"I lay, looking at my hands
I search in these lines

I've not the answer
I'm crying and I don't know
watching the sky
I search an answer
I'm free, free to be
I'm not another liar
I just want to be myself... myself

And now the beat inside me

is a sort of a cold breeze and I've
never any feeling inside
ruining me...
bring my body
carry it into another world
I know I live... but like a stone I'm falling down

I pray, looking into the sky
I can feel this rain
right now it's falling on me
fly, I just want to fly
life is all mine
some days I cry alone,
but I know I'm not the only one
I'm here and another day is gone
I don't want to die
Please be there when I'll arrive...
don't cry... please"

by Lacuna Coil

Uma musica excelente, duma banda já conhecida aqui. A segunda banda da qual pintei uma t-shirt... e acho que isso já diz o suficiente.
Esta musica, em certos pontos lembra-me muito uma pessoa que gosto de pensar que conheço bem, mais tarde, dedicar-lhe-ei este post.
Aqui o tema é alguem que procura uma resposta a algo que nao sabe, chora sem poder responder porque, mas insiste em ser-se a si proprio. Quem pode dizer que nunca sentiu algo semelhante? E depois fará ainda mais sentido sabendo-se que apos este enorme esforço para uma resposta sem pergunta, ate a batida do nosso coraçao nos parece diferente de sempre? Podemos saber-nos vivos, mas sabemos que estamos a caminhar para uma vida sem «resposta», sem proposito. Os dias passam, mas o sentimento mantem-se e parece que se desperdiça a vida. Sabendo que há mais alguem a sentir-se da mesma forma, sob o mesmo céu, sob o olhar da Lua. A nossa unica esperança, quando voltarmos, nao ficarmos sós... e que ninguem sofra por nós.
É triste sentirmo-nos assim, sentir que a nossa vida e o mundo nao tem proposito. Mais triste ainda é, quando temos essa tipica crise da adolescencia, em que vemos todos os probelmas e ficamos chocados com o mundo pois parece que mais ninguem os ve, sabermos-los reais! Sabemos com tanta certeza que nos juramos nunca mais nos esquecermos disso... e depois já nao sermos capazes de os ver... um tema já explorado num post anterior, citando Herberto Helder.

quinta-feira, dezembro 22

Morte, paixao ou odio

"Quando o vento se levanta e passa, tua cabeça adormecida poe-se a brilhar. Em redor dela um halo de sombra onde a minha mao entra, vagarosamente, pedindo-te um Sinal.
Procuro o rosto com os dedos afiados pelo desejo. Toco a alba das pálpebras que, de súbito, se abrem para mim. Um fio de luz coalha na saliva do lábio.
Ouvimos o mar, como se tivéssemos encostado a cabeça ao peito um do outro. Mas nao há repouso nesta paixao. O dia cresce, sem luz — e os pássaros soltam-se do pólen dos sonhos, embatem contra os nossos corpos.
Nada podemos fazer.
Um risco de passos ensanguentados alastra pelo chao da cidade. A noite cerca-nos, devora-nos. Estamos definitivamente sozinhos.
Começamos, entao, a imitar a vida um do outro. E, abraçados, amamo-nos como se fosse a ultima vez...
O tempo sempre esteve aqui, e eu passei por ele quase sempre sozinho.
No entanto, recordo: deixaste-me sobre a pele um rasgao que já nao dói. Mas quando a memória da noite consegue trazer-te intacto, fecho os olhos, o corpo e a alma latejam de dor.
Dantes, o olhar seduzia e matava outro olhar. Agora, odeio-te por nao me pertenceres mais. Odeio-te. Abro os olhos. Regresso ao meu corpo e odeio-te. E, quem sabe se no meio de tanto ódio nao te perdoaria - mas ambos sabemos que o perdao nao existe.
Se fugias, perseguia-te. Mas o olhar começava a cegar. Sentia-te, já nao te via. E o pior é que o tacto também esqueceu, rapidamente, a sensualidade da pele e o calor do sexo. O rosto aprendido de cor.
Hoje, tudo se sobrepoe. Nomes, rostos, gestos, corpos, lugares... um montao de cinzas que me deixaste como herança.
Nao devo perder tempo com o ciúme. A paixao desgastou-me. E nunca houve mais nada na minha vida - paixao ou ódio.
Só isto: se me aparecesses agora, tenho a certeza, matava-te"

by Al Berto

Um pequeno excerto do livro "O anjo mudo" que encontrei na net, numa pagina do DeviantArt. Uma vez que adorei o texto procurei o livro, mas, nao tem sido facil de encontrar. Ainda assim, ainda tentarei por mais algum tempo, se o conseguir, com certeza que mais excertos virao aqui parar...

segunda-feira, dezembro 12

Entwined

"And you take me over
Over again

I wonder how can I go on and on
when you want to bury my passion
You are the shell around
I cannot escape
and I swallow my pride

Entwined together now
It's time to pass it over
(and you take me over, over again)
Entwined together now
And you take me over
Over again

I wonder
how can I live on and on
when you want to live in a hurry
You are the wall
-that I-
That I have to remove
And I swallow
I swallow my pride

Entwined together now
It's time to pass it over
Entwined together now
Entwined forever
And you take me over
Over again
Entwined together
Entwined forever"

by Lacuna Coil

A musica que aqui fica postada num momento que deveria ser de celebraçao, pois todas as datas marcantes costumam se-lo. Algo nao agradavel, ainda assim, um momento de extrema importancia e vivencias indispensaveis a ser quem sou.
Tudo mudou agora, mas o passado consegue sempre atirar os seus fantastmas sobre nos... Mas agora é altura de aceitar isso e seguir em frente, seguir em frente sem passar tanto tempo a olhar para o passado... Se algum dia for capaz de me desligar disso.
Para quem quer que se importe, aqui fica a celebraçao das antigas dores que concluem por agora os 24 ciclos Lunares. Postado no dia 12... propositadamente.
Aqui fica, como uma mais uma cicatriz permanente neste blog, com uma lagrima de sangue do coraçao.

quarta-feira, dezembro 7

Só para dizer

"Só para dizer
que te amo,
nem sempre encontro
o melhor termo,
nem sempre escolho o melhor modo.


Devia ser como no cinema,
a lingua inglesa
fica sempre bem
e nunca atraiçoa ninguém.


O teu mundo
está tao perto do meu,
e o que digo está tao longe
como o mar esta do céu.

Só para dizer
que te amo,
nao sei porque este embaraço,
que mais parece que só te estimo,
e até um momento em que digo
que nao quero e o que sinto por ti
sao coisas confusas
.


E até parece que estou a mentir
As palavras custam a sair
Nao digo o que estou a sentir,
Digo o contrario do que estou a sentir


O teu Mundo
está tao perto do meu,
e o que digo está tao longe
como o mar esta do céu
E é tao dificil, dizer amor,
é bem melhor dize-lo a cantar.


Por isso esta noite
fiz esta cançao
para resolver o meu problema de expressao.
Pra ficar mais perto
Bem mais de perto
Fica mais perto
Bem mais de perto"


by Cla

Uma musica muito alternativa ao estilo normal aqui postado. De qualquer forma, com uma letra muito bonita que remonta 'a visao do amor e paixao que penso ter-se no inicio da adolescencia. Aquele momento em que se experimenta nos primeiros anos a verdadeira atracçao por alguem, nao apenas alguma coisa imposta.
Dedicatoria obviamente nao tem, por ser um tema como este. Assim cada um pode dedica-lo a quem quiser, eu ca dedicarei, com certeza.

sábado, dezembro 3

The Darkening

"And they travelled into the darkening,
I couldn't smile one final mistake,
the frozen tides keep heading south,
my broken home not far from you,
surrender slow I'll move with you,
wherever nothing you lead me to...

and they travelled into the darkening,
whitening the worlds behind,
we have reached the southern most,
and we want to know why, we want to know why.

wish bound, the time has come to choose alone,
to crack the code while you are young, while we feel strong,
have your revenge rape what you saw,
the midnight sun, arrives so late fourious and fast.

and they travelled into the darkening,
whitening the worlds behind,
we have reached the southern most,
and we want to know why, we want to know why.

and they travelled into the darkening,
whitning the ones behind,
we have reached the southern most,
and we want to know why, we want to know why.

and they travelled into the darkening,
freightining the ones behind,
we have reached the horror most,
and dare not to know why, dare not to know why.

Darkening,
Whitening,
freightining,
Weakining..."

Uma bela musica de Moonspell que nao está em nenhum dos seus albuns, apenas no single da Everything Invaded. Eu penso que esta é uma grande musica com qualidade mais que suficiente para fazer parte dum album, de qualquer forma é sempre agradavel descobri-la perdida e esquecida num single!
Um ritmo tao mais voltado para o rock gotico e menos para o heavy metal, de certa forma lembra-me 69 Eyes ou algo de genero.

quinta-feira, dezembro 1

Neurologista?

Vi agora mesmo um momento televisivo publicitario ao credito da Millenium BCP que me deixou a pensar em coisas estranhas (como sempre). Para quem nao conhece, o que la se mostra sao medicos a espreitar para os olhos, ouvido... das pessoas e a conseguirem ver o que eles querem.
E se isso fosse mesmo assim? Aposto que ate teria medo de ir ao medico! De qualquer forma, eles nao podem ver o que vai no nosso pensamento porque é feito em bases quimicas entre neuronios e sinapses e todos esses acontecimentos tecnicos que nao é oportuno explicar. Para alem do mais ainda ninguem sabe bem como funcionam.
Mas e se descobrem a genese do pensamento? Se descobrem a base fisiologia e quimica do pensamento e raciocinio? Bem, entao seria possivel saber o que estariamos a pensar. E afinal a leitura de mentes nao seria assim tao incredivel. Seriam também capazes de prever aquilo que fariamos em determinadas condiçoes, com tanta mais certeza quanto nos conhecessemos e fossemos equilibrados mentalmente.
Mas se conseguirmos saber como funciona e conseguirmos ler, vamos saber ate que ponto factores extrinsecos 'a fisiologia normal humana (como a electricidade) alteram o funcionamento mental (e sim, alteram mesmo, apenas nao se sabe como nem porque). Entao, talvez nao estivesse tambem muito distante controlar os nossos pensamentos e acçoes. E isso poderia ser feito perante um estimulo, desconhecido para o consciente.
Ora isto ja parece um filme de ficçao cientifica, ma uma protese mecanica foi alvo dum filme desse genero ha alguns anos atras. Agora é realidade.
Para alem do mais, podemos ser paranoicos ao ponto de pensar que os neurologistas nos fazem ja este tipo de experiencias e controlos, pois nos nao teriamos necessariamente consciencia!
E depois de tanta divagaçao parva, eu limito-me a perguntar... alguem terá ficado com vontade de eliminar os neurologistas?

sábado, novembro 26

Doom & Lobos Assassinos

Recentemente tive a oportunidade de ir ao cinema ver o Doom. Este filme, do qual nem sequer conhecia a historia, tive uma certa curiosidade em ir ver. Posso desde já dizer que há um ponto de discordancia entre a historia do jogo e do filme, qual delas a melhor? Penso que a do filme, a do jogo ultrapassa um pouco os conhecimentos que tenho, fazendo-me apenas deixa-lo cair no mundo da fantasia. Para quem nao sabe, a historia do jogo começa como uma escavaçao arqueologica em Marte, que, nao propositadamente abre um portal para uma outra dimensao ou mundo ou seja lá o que for. O filme discorda num ponto desta historia, mas penso que contar o que será poderá tirar algum valor ao filme visto pela primeira vez sem nada se saber dele, pelo que me mantenho em silencio.
De qualquer forma, achei o que o filme estava muito bem conseguido, muito fiel 'as (poucas) imagens que conheço do jogo. O som está bastante estranho, se é que se pode chamar assim, mas nao deixa de ser interessante. Fiquei um pouco apreensivo ao saber que "The Rock" fazia parte do elenco, mas nao me desapontou. Um fime com bastante acçao e muita ficçao cientifica, com momentos bem interessantes.

Um outro filme que tive a oportunidade de ver (mas nao no cinema) foi o Dog Soldiers (titulo em portugues Lobos Assassinos). Um filme que, como já seria de esperar, trata de lubisomens, mas, desta vez, frente a um plotao do exercito. Gostei da forma como se desenrolou, ainda que, por vezes, o tenha achado mal conseguido. O problema da concretizaçao duma lenda licantropina ao cinema está presente em todos os filmes, porque sao lendas proprias de serem contadas ou lidas, torna-las imagem nao é facil. Um licanotropo descrito acaba sempre por ser mais assustador do que a uma imagem que nos prendemos. Ainda assim, há boas imagens de lubisomens. O filme está original na concepçao e tem novidades e descobertas ao longo da historia.

Para quem quiser saber mais, aqui ficam os links do Doom e do Dog Soldiers no www.imdb.com

sábado, novembro 12

Perunta +- rectorica

Uma pergunta duma amiga que ja constou neste blog, mas nao em nome me fez uma pergunta um tanto quanto interessante pela formulaçao, pelo que penso perguntar e pelas possibilidades de resposta infinitas...

A realidade é um sonho ou o sonho é realidade?

Moonspell news

Ontem tive o prazer de reparar num novo site (ou parte blogista deste) que fará parte dos nossos links. Isto ainda tera de ter a aprovaçao de Black__Rainbow, mas penso que ele ira concordar.
Ao tentar encontrar alguma informaçao adicional sobre os Moonspell acabei por ir parar 'a pagina oficial da banda, agora modificada. Afinal, os Moonspell finalmente abriram o blog que conta a progressao da banda e do trabalho novo que esta a construir longinquamente. Só descobri ontem esse blog, pelo que estive a ler todos os posts de seguida.
Sobre o novo trabalho (e esta informaçao é proveninente do blog deles), parece ser promissor, talvez ate demais. Concordo com Black__Rainbow ao dizer que o trabalho deles me poe curioso e um pouco apreensivo. Isto porque o novo album, de nome Memories, é um tributo ao 1? album da banda, lançado 'a 10 anos atras, Wolfheart. Durante o blog ao ler as escritas do Fernando parece-me notar alguma pena no caminho que tomaram e parece querer remontar as origens. Claro que isso me deixa extremamente alegre, o Wolfheart foi sem duvida um grande marco!
O que de negativo pode ter é que a musica nova pode nao estar ao nivel de fazer um tributo a algo tao grande quanto o Wolfheart, pelo que o tributo da memoria ainda presente pode sair um pouco negativo. Também porque tudo isto se assemelha ao que as bandas fazem perto do seu final de vida, uma memoria aos bons tempos passados, memorias e recordaçoes trazidas vivas de novo mesmo antes do final.
Mas vamos ser optimistas e pensar que apenas apos tanto tempo e tanta divergencia, a banda concordou em voltar determinantemente ao que era e que os colocou na posiçao inicial que os levou 'a posiçao na qual agora se encontram. Louvavel.
Também nao consigo ser muito negativo quando penso que a musica podera nao estar ao nivel do Wolfheart. Afinal foram eles que o fizeram inicialmente e agora, passados quase 11 anos a banda tem mais fama, esta mais brilhante e tem mais experiencia do que alguma vez tiveram. Desta vez canalizam a sua magia musical para a origem que os iniciou e para sentimentos antigos. Chegaram até a tentar recriar o ambiente em que gravaram o Wolfheart, nos mesmos quartos, da mesma cidade, no mesmo estudio. Dizem também (Fernando e Mike) que é a melhor musica que alguma vez fizeram e que estao agora mais perto da verdade que em qualquer outro momento de direccionamento da banda perante um novo trabalho...
Vamos acreditar neles... e esperar ate 'a Primavera de 2006 para ver (ou ouvir) o resultado...

\m/

terça-feira, novembro 1

Halloween

Foi ainda ontem mas parece já ter passado 'a muito mais tempo e ainda tao presente! Ainda ontem que estive "In and Above Men", com muitos outros. Foi uma grande noite.
Desde a saida das aulas ate ir cheio de pressa fazer tudo para ir ter com amigos, que também estiveram presentes toda esta fantastica noite.
O projecto correu bem e tal como planeado o jantar no Via Catarina foi suficientemente cedo para estar no teatro 'as 21.30 (hora a que, supostamente, as portas abriam). Depois do jantar dei-me a conhecer a duas pessoas que já conhecia há algum tempo, mas nao pessoalmente... interessante... No teatro esperei muito mais tempo por abrir as portas que qualquer outro momento que la tenha ocorrido! Mesmo assim, fui dos primeiros a chegar lá e consegui um lugar bem perto do palco.
O ambiente era optimo. O teatro Sá da Bandeira tem a sala ideal para um ambiente sinistro e para um concerto de Halloween.
O pior do concerto foi o mosh, foi exagerado e muito violento. De resto, o concerto correu lindamente! Foi muito forte, com musicas antigas e novas bem misturadas e resultando em momentos fortes e emocionais.
Consegui concretizar algo que tinha como objectivo, que foi ouvir a Angelizer ao vivo. Esta era uma das musicas de Moonspell que menos gostava quando inicialmente a ouvi, passou a uma musica genial desde que a vi num concerto. Desde esse momento que desejava ouvi-la ao vivo. Fernando Ribeiro e as suas asas... "The eternal spectator".
Após todas as musicas fortes do concerto, FullMoon Madness... pouco mais haverá a dizer para quem sabe o que ela significa para Wolfhearted ones, para aqueles que nao o sao, bem, nada há a dizer. Também a Capricorn at her feet, musica mais calma do concerto, foi de uma carga emocional enorme.
Chegou o momento do adeus 'a magia momentanea e sempre presente dos Moonspell. Eu e todos aqueles que foram comigo (e nao me lembro de ninguem melhor para ter ao meu lado) estavamos estourados. Agradavelmente cansados. Encontrei (totalmente) inesperadamente alguém que conhecia, alguem da minha turma! Afinal ainda há lá meia duzia de pessoas com bom-gosto!
A banda seguinte era bastante boa, embora nao a conhecesse, gostei. Ainda assim, cansou-me um pouco demais e, como também já nao a estava a ouvir na sala do concerto (que os ouvidos nao mo permitiram), decidi sair.
No momento em que estava sentado no corredor, reparei que as minhas botas de longa data deram as ultimas. Nobremente se aguentaram já muito tempo (mais de 2 anos) com tratamentos muito agressivos, muitos kms fiz com elas, em muitas (e tao importantes) historias poderiam contar. As botas, parte integrante minha, terao de ser reformadas dentro em breve... E que momento mais glorioso para lhes dar um final do que num concerto dos Moonspell, de Halloween?
Saindo do teatro, um passeio pelo Porto 'a noite... extremamente agradavel. Só a sede faz a água saber tao bem quanto absynto no meio da chuva fria... e isto nao se reflecte apenas na agua, mas em tudo o que ontem se passou!
Chegando perto de casa, adeus a alguns, adeus alegre, mas triste, esperando ver-vos em breve! Um pouco mais de tempo sereno dentro do carro, a reviver o passado, acabo por adormecer a ouvir a chuva, com o coraçao quente... acordo algum tempo depois, tempo de ir para casa...
Mas nao tinha tudo terminado, afinal toda a cidade estava apagada, a luz faltou em todo o lado durante cerca de uma hora nesta noite fria. Chegando a casa, a luz foi recuperada a tempo de ouvir a Ghostsong mesmo antes de me deitar, depois de ter andado pela casa com velas.

Sem duvida, uma das melhores noites da minha vida...

domingo, outubro 30